Sindprof pede condições ao Governo para que professores a trabalhar fora da ilha de residência tenham habitação condigna

O Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) disse esta sexta-feira ter enviado uma missiva ao Governo solicitando que os professores a trabalharem fora da ilha de residência tenham facilidades para acederem aos apartamentos da Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH).

“Muitos Professores que vão trabalhar nas chamadas ilhas turísticas, nomeadamente a ilha do Sal e da Boa Vista, enfrentam sérios problemas no que tange ao pagamento das rendas de casas devido ao elevado preço de renda dos apartamentos nas referidas ilhas”, lê-se na nota do Sindprof, a que a Inforpress teve hoje acesso.

Segundo este sindicato, muitos desses professores pagam duas rendas, uma para a família na ilha de origem e outra na ilha onde se encontram a trabalhar, constituindo assim “um esforço gigantesco” em termos de despesas mensal para o professor.

É neste sentido que, prossegue, o Sindprof “preocupado com a situação” dirigiu uma missiva ao ministro da Educação no sentido de envidar esforços junto do Ministério das Infraestruturas e do próprio primeiro-ministro, para que se disponibilize, por arrendamento, ou mesmo por venda, a um “preço razoável”, os apartamentos do IFH aos professores que vão das outras ilhas trabalhar, à semelhança da parceria que o Ministério da Administração Interna mantém com o IFH, disponibilizando apartamentos a preços razoáveis aos seus agentes da Polícia Nacional.

“Como referimos, as rendas são elevadíssimas nestas ilhas, o que acaba por dificultar a vida dos jovens professores no início das suas carreiras”, frisou.

No mesmo documento, o Sindprof disse ainda acreditar que, se o Ministério da Educação tiver este assunto em pauta, grande parte do problema da mobilidade/transferência de professores ficaria sanada, pois com uma renda acessível poucos professores teriam interesse nas transferências, visto que o que os leva a solicitar o regresso à ilha de origem é exactamente as rendas “astronómicas” e a dupla renda que pagam.

“Portanto, sendo a habitação condigna, parte fundamental da dignidade da pessoa humana, plasmada na Constituição da República, solicitamos ao Ministério da Educação e ao próprio primeiro-ministro uma atenção especial a este dossiê”, finalizou.

Inforpress

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