Situação internacional e os efeitos na economia abordados em encontro de Augusto Santos Silva e Ulisses Correia e Silva

O presidente da Assembleia da República de Portugal, Augusto Santos Silva, foi hoje recebido pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, encontro em que se analisou a situação internacional e as consequências na economia e sociedade dos dois países.

Em declarações à Inforpress, à saída do encontro, Augusto Santos Silva considerou que a reunião foi “muito útil” para troca de experiências entre Cabo Verde e Portugal, que ao longo desses anos cultivaram laços de amizade.

“Também foi muito importante trocas de informações e pontos de vista que podemos ter quer sobre a situação internacional e as suas consequências para a nossa economia e para a nossa sociedade quer nos programas que ou nos interesses Cabo Verde e Portugal têm em comum”, acrescento Santos Silva.

Conforme disse, é preciso dar uma atenção aos oceanos, à transição energética, no sentido de maior aproveitamento das energias renováveis, e à transição digital, mas também apoiar as populações e a economia que neste momento enfrenta desafios “bastante grandes”, tendo em conta a inflação.

A anteceder o encontro com o chefe do Governo cabo-verdiano, Augusto Santos Silva teve também a oportunidade de visitar as instalações do Núcleo Operacional para Sociedade de Informação (NOSI) e o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

Na ocasião, considerou que o IILP é um instrumento “importantíssimo” para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mas sublinhou que neste momento depara-se ainda com muitos desafios

“É muito fácil dizer que a língua portuguesa é o que nos une, mas depois os desafios que a língua coloca e a necessidade de acarinhar a língua dependem muito de país para país porque há países em que a língua portuguesa é a língua materna universal neste caso Portugal, Brasil, e São Tomé e Príncipe e Angola que está a caminho de ser também”, apontou.

Por outro lado, há países como Cabo Verde e Timor-Leste que também têm outra língua materna e os desafios que se colocam são de natureza diferente.

“Depois todos nós temos comunidades migrantes no mundo e, portanto, temos que trabalhar também para assegurar a língua como idioma de herança dessas comunidades nos estrangeiros se mantenha”, acrescentou.

Neste sentido, sublinhou que é necessário ter investigadores, técnicos, professores e um instituto que garanta a todos instrumentos de normalização como vocabulários ortográficos, quer materiais pedagógicos para serem utilizados.

Augusto Santos Silva disse que neste momento Moçambique já dispõe do primeiro dicionário de português, e realçou que é “muito importante” que as variantes africanas do português vão progressivamente tendo os seus dicionários.

A visita do presidente da Assembleia da República de Portugal a Cabo Verde enquadra-se no âmbito da reunião temática da UIP-CPLP, que decorre de 18 a 19 de Julho, na Cidade da Praia, subordinada ao tema “Mudanças climáticas face aos desafios do desenvolvimento Sustentável”.

Inforpress

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