Ucrânia: Scholz insta Putin a escolher “solução diplomática”

O chanceler da Alemanha insta o Presidente da Rússia a retirar as suas tropas da Ucrânia para um fim “diplomático” da guerra. No entanto, o Kremlin garante que a “operação militar vai continuar”.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, pressionou nesta sexta-feira (02.12) o Presidente russo, Vladimir Putin, a procurar uma “solução diplomática” para pôr fim à invasão na Ucrânia, incluindo a retirada das tropas, disse Berlim na sequência de uma conversa telefónica entre os dois líderes.

“O chanceler instou o Presidente russo a chegar o mais rapidamente possível a uma solução diplomática que inclua a retirada das tropas russas”, informou o porta-voz do Governo alemão Steffen Hebestreit.

Durante a conversa telefónica de uma hora, Scholz “condenou em particular os ataques aéreos russos contra infraestruturas civis na Ucrânia e sublinhou a determinação da Alemanha em apoiar a Ucrânia a garantir a capacidade de defesa contra a agressão russa”.

Contacto permanente

Os líderes discutiram também o agravamento da situação de segurança alimentar global devido à guerra. E concordaram em “permanecer em contacto”, disse Hebestreit.

Scholz e Putin têm estado em contacto telefónico regular durante a guerra.

Numa chamada que teve lugar em setembro, Scholz também instou Putin a “chegar a uma solução diplomática o mais brevemente possível, baseada num cessar-fogo”.

“A operação militar vai continuar”

O Kremlin já rejeitou a exigência de se retirar da Ucrânia, que também foi feita na quinta-feira (01.12) pelo Presidente dos Estados Unidos.

Joe Biden disse que “só seriam possíveis negociações se Putin abandonasse a Ucrânia”, o que Moscovo “obviamente rejeita”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sublinhando que “a operação militar vai continuar”.

Apesar de rejeitar as condições de Biden, Putin “mantém-se aberto a contactos e negociações, o que é muito importante”, acrescentou o porta-voz do Kremlin.

“Europa não é suficientemente forte”

Em visita oficial à Austrália, a primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, disse que a invasão e ocupação da vizinha Ucrânia pela Rússia expuseram as fraquezas e erros estratégicos da Europa ao lidar com Moscovo.

“Tenho de ser muito honesta [….] convosco, a Europa não é suficientemente forte. Neste momento, estaríamos em apuros sem os Estados Unidos”, disse a líder do país, candidato à adesão à NATO, numa intervenção em Sydney.

Marin insistiu que a Ucrânia precisa de ser ajudada em “todos os sentidos”, acrescentando que os EUA têm desempenhado um papel central no fornecimento de armas, dinheiro e ajuda humanitária necessários a Kiev para travar o avanço da Rússia.

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