União dos Sindicatos de São Vicente pedem magistratura de influência do PR para recuperar sua sede

Estas informações foram avançadas à Inforpress pelo secretário permanente do Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Comunicações e Turismo (SIMETEC), Roberto Graça, a propósito da Assembleia de Dirigentes e Delegados Sindicais de São Vicente, realizada hoje pela União dos Sindicatos de São Vicente (USV), no Auditório da Academia Jotamont.

Segundo o porta-voz do encontro, a USV já pediu uma audiência com o Presidente da República, José Maria Neves, que era primeiro-ministro na altura da doação daquele espaço à União dos Sindicatos de São Vicente.

“Na altura em que negociamos o processo quem era primeiro-ministro realmente era o actual PR. E nessa linha, temos um encontro para expor a situação e procurar o seu apoio, na qualidade de PR e utilizando a sua magistratura de influência”, explicou Roberto Graça, destacando que a doação da sede à USV “foi uma decisão boa, mas a secretária-geral da UNTC-CS, Joaquina Almeida, está agora anular a decisão do então primeiro-ministro”.

Além do Presidente da República, avançou a mesma fonte, os dirigentes e delegados sindicais de São Vicente têm agendado vários encontros com autoridades nacionais, entre os quais o Governo, no sentido de apelar à sua intervenção para resolver o conflito.

Conforme Roberto Graça, neste momento os três funcionários da USV que trabalhavam no edifício estão no desemprego porque Joaquina Almeida colocou outras pessoas a ocupar o espaço e as suas funções.

No entanto, o mesmo garantiu que “não vão permitir que os sindicatos que não estejam legalmente filiados nesta Central Sindical sejam lá instalados e tão-pouco outras organizações e instituições”.

“Vamos definir aqui formas de luta, denunciar e fazer pressão, tendo em vista a recuperação da sede da USV. Outro objectivo é preparar e mobilizar os trabalhadores de São Vicente em geral e os associados em particular para esta luta”, afirmou, adiantando que o próximo passo será uma manifestação, entretanto, ainda sem data.

Roberto Graça declarou que os delegados e dirigentes presentes na assembleia decidiram ainda exigir a Joaquina Almeida a demissão do cargo porque “ela não reúne capacidade de liderança”.

Também informou que os processos que a USV “interpôs contra Joaquina Almeida no Tribunal da Relação de Barlavento (TRB) e noutros tribunais do País estão a decorrer os seus trâmites legais”, pelo que aguardam “serenamente a decisão”.

Inforpress

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