Banco Mundial vê África subsaariana a acelerar crescimento para 3,5 % este ano

O Banco Mundial prevê num relatório hoje divulgado que o crescimento das economias da África subsaariana acelere de 3 %, em 2023, para 3,5 % este ano, uma taxa abaixo das necessidades de crescimento da região.

Depois de uma aceleração 3,6 % em 2022, “o crescimento da economia da África subsaariana baixou para 3 % em 2023, e manteve-se fraco nas três maiores economias da região – Nigéria, África do Sul e Angola”, lê-se na parte sobre África do relatório sobre as Perspetivas Económicas Mundiais.

No documento, os economistas do Banco Mundial estimam que a média do crescimento das economias africanas acelere para 3,5 % este ano e para cerca de 4 % nos próximos dois anos, num contexto de muitas incertezas, em que as previsões têm elevados riscos negativos.

“Os riscos incluem um aumento das tensões globais geopolíticas, especialmente uma escalada do conflito no Médio Oriente, uma deterioração adicional da estabilidade política da região, um aumento da frequência e intensidade dos choques climáticos adversos, uma inflação acima do esperado, e um abrandamento do crescimento económico mais brusco que o previsto na China, para além de um aumento com os problemas da dívida, especialmente se a elevada dívida pública não puder ser estabilizada ou se novas fontes de financiamento não forem disponibilizadas”, aponta-se no documento.

Olhando para as três maiores economias região, o Banco Mundial diz que “o crescimento continuou fraco”, mas nota um aumento da atividade do setor privado no início deste ano, impulsionado pelo fortalecimento da economia global.

Ao mesmo tempo, vinca, “muitas economias da região continuam a lutar com contas públicas fracas, que resultam parcialmente da fraca coleta fiscal e dos elevados custos do serviço da dívida, enquanto algumas precisam de gerir os efeitos adversos das depreciações da moeda”.

No que diz respeito aos países lusófonos, o Banco Mundial estima que Angola acelere de 0,9 % no ano passado, para 2,9 % este ano e 2,6 % e 2,4 % nos dois anos seguintes.

Cabo Verde deverá manter o crescimento acima de 4,5 % até 2026, com a Guiné-Bissau a acelerar de 4,2 % no ano passado para 4,7 % este ano, mantendo a trajetória de ligeira subida até 2026, ano em que deverá registar uma expansão económica de 4,9 %.

Moçambique mantém um crescimento de 5 % até 2026, ano em que deverá abrandar para 4,4 %, e São Tomé e Príncipe, depois da recessão de 0,5 % no ano passado, deverá recuperar para 2,5 % este ano e 3,1 % e 2,6 % nos dois anos seguintes.

Sustentadamente em terreno negativo está a Guiné Equatorial, que deverá registar recessões de 4,3 % este ano e 3,3 e 3,6 % nos dois anos seguintes.

A nível mundial, o Banco Mundial prevê que a economia mantenha o crescimento de 2,6 % este ano, antes de acelerar para 2,7 % nos próximos dois anos.

Inforpress

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