Boa Vista: Autarquia arranca com demolições de barracas na zona sul do bairro da Boa Esperança

A autarquia da Boa Vista iniciou ontem, dia 30, a demolição de barracas na zona Sul do Bairro da Boa Esperança, operação que vai decorrer em simultâneo com o realojamento das famílias em novas habitações.

Esta informação foi avançada à Inforpress pela diretora das Infraestruturas, Ineida Barros, que falava sobre este projeto enquadrado no programa de demolição de barracas e realojamento das pessoas em novas habitações.

“Já começamos o processo de demolição, sendo que as pessoas contempladas no projecto assinaram o contrato das novas residências e as autorizações para a demolição das barracas, tendo já recebido as chaves dos apartamentos”, informou, precisando que o processo arrancou com o desmantelamento das barracas e retirada das portas e das janelas.

Neste momento, precisou a diretora que uma primeira lista de 147 famílias está a ser contactada por parte do IFH, sendo que 60 já têm contratos assinados, e deste número, 30,  já se encontram nas novas habitações e que as barracas onde habitavam já foram demolidas.
Para dar continuidade a este plano, mais 30 famílias vão receber as chaves dos apartamentos, enquanto se procede com a demolição, processo que vai acontecer por fases.

Apesar de haver a intenção de demolição total das barracas, a responsável apontou, entretanto, como constrangimento, casos em que permanecerão barracas isoladas ainda por derrubar, isto porque apesar das pessoas assinarem os contratos para as novas habitações, ainda esses inquilinos das barracas não concederam autorização para a efectiva demolição das mesmas.

Para a resolução deste constrangimento, a diretora disse que conta com a colaboração da câmara municipal para notificar as famílias, para que se possa entregar as chaves às pessoas que estão de renda e proceder à demolição das barracas.

“Temos vindo a ter esta cautela,  porque entregamos às famílias chaves, as barracas ficam ali e sendo que não temos poder para demoli-las, depois são novamente ocupadas por outras pessoas que se candidatam a novos apartamentos”, explicou, certificando que este plano decorrerá por fases até o mês de Agosto, período que se pretende realojar todas as famílias e demolir todas as barracas.

No espaço, na zona onde está a se proceder à demolição das barracas, Ineida Barros disse que a câmara municipal tem um projeto para aquela zona, onde possivelmente poderá haver disponibilidade de terrenos, mas avisou que demorará algum tempo.

A mesma indicou que há pessoas que preferiram terreno, e para isso há lotes na zona de expansão, a norte do bairro de Boa Esperança, onde há espaços totalmente infra estruturados com rede de água, energia e saneamento.

Para isso, acrescentou que se tem vindo a manter contato com as famílias que preferiram terreno, e que a câmara vai reforçar a sensibilização para que saiam também das barracas, isto porque, segundo justificou, não se aguardará todo o tempo para iniciarem a construção das suas casas para depois se demolir as barracas.

Quanto à fiscalização, para se evitar que outras pessoas comecem a construir barracas nos espaços dos escombros e onde foram demolidas as barracas, a mesma espera que desta vez não venha a haver margem para que isto aconteça, precisamente porque está a se demolir as casas.

Tendo em conta que a demolição será completa, e os espaços ficarão vazios, a mesma acredita que desta vez será mais fácil averiguar se se estará a erguer alguma outra barraca nos terrenos, e que não haverá margem para que isto aconteça.

Pelo que reiterou que, desta vez, se conseguirá evitar este constrangimento, dado que a demolição será completa, e para isso, disse que conta com a colaboração da câmara municipal.

“Chegou o momento de acabarmos com a cultura de barracas”, pontuou, apelando à colaboração de toda a população, principalmente dos que residem no bairro para que o processo aconteça de forma mais pacífica possível.

Pois, segundo frisou, um projeto deste género é um investimento em que toda a ilha sairá a ganhar com a eliminação das barracas.

Inforpress

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