Boa Vista: Presidente da AOETBV espera que reabertura dos voos traga concorrência, baixa de preços de passagens e turismo nacional

O presidente da Associação dos Operadores Económicos do Turismo da Boa Vista (AOETBV) disse esperar que a reabertura dos voos nacionais traga concorrência, baixa dos preços de passagens, para possibilitar o turismo nacional e internacional.

Ogino Almeida fez esta observação à comunicação social quando falava sobre a recente reabertura dos voos nacionais com nova companhia aérea a operar no país e, sobretudo, também ao anúncio da continuidade por outra operadora, classificando estes factos de “melhor e bem-vindo para o país”.


O dirigente associativo defende que “se deve saudar esta possibilidade de concorrência” sobretudo se houver baixa nos preços das passagens que, até então, eram “proibitivos”.


A título de exemplo, disse que em Março viajou da Boa Vista para a ilha do Sal com uma passagem que custou cerca de 42 mil escudos.


Por isso, observou que “a maioria das pessoas não pagam estes valores para passar férias em Cabo Verde e preferem a Europa que fica, por vezes, quase pelo mesmo valor”.


Ogino Almeida disse esperar que a concorrência entres as duas companhias venha a ajudar na resolução do problema de mobilidade nas ilhas porque, a seu ver, “Boa Vista vem sendo sistematicamente paralisado, devido à escala de voos somente nos fins-de-semana”.


Para o líder associativo, desta forma, as pessoas poderão ter possibilidade de viajar de e para a Boa Vista, a trabalho, alguns dias de férias ou tratar de assuntos, e regressar sem que se tenha de permanecer uma semana no local.


Sobre voos internacionais, Oginio Almeida diz ter informações de que o espaço aéreo em Cabo Verde estará aberto para voos, em princípio, no mês de Junho.


Portanto, sublinhou que “mesmo se os turistas não viajarem com operadores” poderá “haver alguns turistas que poderão vir em voos regulares, mesmo sendo via Cidade da Praia ou ilha do Sal”.


A mesma fonte almeja que “neste período tenha algum voo para a Boa Vista, seja da Itália ou de Portugal, para que se possa ter alguma movimentação de turistas na ilha e fazer com que algumas empresas consigam reerguer-se pouco a pouco”.

“Isto traz esperança que é a palavra mais forte que temos em Cabo Verde. Somos um povo resiliente, não desistimos nunca e criamos sempre esperança. Acreditamos que continuando assim, o nosso tormento está a terminar”, pontuou.

Inforpress

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