Brava: Sindprof acusa Governo de “estar a brincar” com os professores que precisam de um “safanão para acordar”

O Sindprof acusou hoje o Governo de “estar a brincar” com a classe docente e mostrou-se preocupado com o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR), um instrumento de gestão que “não traz boas novas” aos professores.

A acusação foi feita à Inforpress pela presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, à Inforpress, depois de um encontro com os professores dos dois agrupamentos do município, dando conta da necessidade de se dar um “safanão” para acordador os professores.

A dirigente sindical, que traçou um balanço positivo da sua visita à Brava, afirmou que a classe está preocupada com o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR), um instrumento de gestão dos recursos humanos da Administração Pública, por não trazer “boas novas para o professor”, mas vem “dificultar” a evolução na carreira do mesmo.

Explicou que os professores continuam a ser quadros privativos, de regime especial, e é preciso um tratamento melhor para esta classe.

O que se nota, disse, é uma análise administrativa que não tem nada de pedagógica do PCFR.

“Quando se diz que as remunerações do PCFR (…) vão sair r em julho e que deve ser cumprido na íntegra, exceto a tabela remuneratória, não pode vir um documento desgarrado do outro. Já nos tinham dito que o não podiam subir o salário do professor sem o estatuto, no entanto, agora é possível implementar as leis sem a tabela remuneratória, quer dizer, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e nós não podemos aceitar isso”, criticou.

A dirigente sindical afirmou que os professores estão a ser consciencializados nesse sentido, sublinhando que é “esse o trabalho do sindicato, trazer os diplomas à consideração, para recolha de subsídios e para dar um safanão acordador ao professorado”.

Isso porque, ressaltou que com 91 mil escudos, a proposta que ainda não está aceita, o sindicato deve dizer aos docentes que ainda não têm nada, que não pensem que já têm este valor na mão, porque 55 mil escudos também não vão ao encontro da vontade do professor, “como o Ministério da Educação tem afirmado”.

“Dividiram esses profissionais em duas categorias: licenciados e não licenciados, e nós temos professores mestres e doutores, pois isso também é preciso rever”, disse.

A sindicalista afirmou que quando se fala da lei 1097, deve-se dizer que esta lei já foi revogada há muito tempo pela lei 69 de 2015 e questionou como é que um PCFR baseia todo o seu trabalho numa lei obsoleta.

Referiu que este PCFR foi feito propositadamente para barrar a carreira do professor, contudo, assegurou que o Sintprof não vai aceitar uma coisa dessas.

“A luta continua, devemos dizer aos professores que num país que se quer livre e democrático e que completou 49 anos de independência, o professor não pode ser amordaçado, manietado e também amarrado à ideia de que é o professor o culpado por não ter lançado a nota no Sistema Integrado de Gestão Escolar (SIGE). Levantar processos disciplinares a professores que estão na luta é dizer ao professor que ele agora está amordaçado, não pode lutar por nada”, finalizou.

Inforpress

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