Cabo Verde acolhe a 9ª edição da Conferência para o Clima e Desenvolvimento em África

A Cidade de Santa Maria, na ilha do Sal, acolhe, entre os dias 23 e 27 de Agosto, a 9ª edição da Conferência para o Clima e Desenvolvimento na África, colocando o clima e o desenvolvimento no centro das políticas públicas.

Este anúncio foi feito hoje à Imprensa pelo vice-primeiro ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, ao presidir hoje ao acto de lançamento da Conferência para o Clima e Desenvolvimento na África (CCDA), realçado que é a primeira vez que Cabo Verde e um pequeno País insular está a acolher esta conferência com esta importância.

Segundo Olavo Correia, esta é uma manifestação de confiança em Cabo Verde, e, sobretudo, de conhecimento daquilo que o País tem estado a fazer, colocando o clima e o desenvolvimento sustentável no centro das políticas públicas.

 

Cabo verde, ressaltou este responsável, ao acolher este evento, tem dois activos que tem de proteger, sobretudo os pequenos países insulares e o território que é um activo “inalienável”.

 

Conforme precisou, o território tem de ser “protegido a todo o custo”, com políticas públicas adequadas, no sentido de ter um território “saudável”, “sustentável”, “acolhedor”, para geração actual, e para as gerações vindouras.

 

“Este equilíbrio tem de ser garantido através de políticas públicas consistentes e temos dado prova disto e temos demonstrado o mundo em como podemos ser o exemplo”, disse.

 

É a primeira Vez que Cabo Verde e um pequeno País insular está a acolher esta conferência com esta “importância” e esta “envergadura”, sobretudo neste contexto “pós pandemia”, em que a recuperação da economia deve levar em conta, principalmente, a economia azul e economia verde.

 

Para o governante, esta “transição” para uma economia azul e uma economia verde deve ser “sustentável” e “responsável”, mas que possa contribuir para o crescimento económico e para criação de empregos e rendimentos.

 

Contudo, esta transição deve ser feita com base numa utilização adequada e sustentável do território, e dos recursos marítimos e marinhos, destacando que é um momento “extraordinário” para fazer de Cabo Verde um exemplo.

 

“Nos próximos tempos, vamos trazer a temática do clima, do desenvolvimento sustentável para o centro das políticas pública”, salientou, sublinhando que Cabo Verde é um país que tem gerido as consequências da seca, as questões relativas a faltas de água e o consumo do próprio território e tem desenvolvido políticas públicas assertivas.

 

Apontou ainda que o País tem dado “ bom combate” à pandemia e que depois verá a gestão das consequências no plano económico e social da pandemia da covid-19.

 

Porém, ressaltou que estas políticas públicas devem ser “melhoradas” e que devem ser “alinhadas” com aquilo que são as “melhores” práticas no plano internacional.

 

Por outro, reiterou o ministro das Finanças, o território é o principal recurso que um pequeno país insular possa ter, pelo que deve ser gerido com sentido de “perenidade”, “sustentabilidade”, continuidade e equilíbrio entre a utilização actual e a utilização futura, porque deve ser consumida por todas as gerações.

 

Esta conferência será, de acordo com Olavo Correia, uma oportunidade para trazer pesquisadores, cientistas, universidades, instituições internacionais, beneficiários, e também destinatários finais de políticas públicas para uma discussão aberta e “franca”, permitindo que todo o continente africano possa ter uma posição consensual e conjunta para a próxima conferência internacional do clima que será realizada na Inglaterra.

 

O tema deste ano da CCDA será “Uma Transição Justa para uma Recuperação Verde e Azul Resiliente”, que envolve a questão da recuperação do triplo fardo que sofrem actualmente os países africanos: a pandemia de Covid-19; As mudanças climáticas e o impacto socioeconómico e irá a abordar soluções para promover, de uma maneira resiliente, o crescimento verde e azul, amigável do ambiente e sensível ao clima.

 

O evento é organizado conjuntamente pelo Governo de Cabo Verde, a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), a Comissão da União Africana, e o Banco Africano de Desenvolvimento, no quadro do Programa Clim-Dev, Clima e Desenvolvimento.
 
Inforpress
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