Cabo Verde continua vigilante e focado na preparação para certificação de país livre da transmissão local de paludismo

 O diretor nacional de Saúde realçou hoje que Cabo Verde continua vigilante, dando seguimento às atividades de pulverização, uma vez que o arquipélago está a preparar o processo de certificação de país livre da transmissão local de paludismo.

Jorge Noel Barreto fez estas declarações à imprensa à margem da feira de medicina tradicional, a acontecer na Praça Alexandre Albuquerque, no Plateau, em comemoração do 20º aniversário do Dia da Medicina Tradicional Africana, quando questionado sobre o aumento de focos de mosquitos, resultado da queda das primeiras chuvas no arquipélago.

“Habitualmente, todos os anos há um plano de chuvas em que cada concelho se prepara, as atividades de pulverização estão a acontecer já há alguns meses e nós estamos muito atentos a fazer o seguimento da situação porque precisamente nós estamos na preparação do processo de certificação de países livres da transmissão local de paludismo”, concretizou.

Segundo o diretor Nacional da Saúde, para além do trabalho das autoridades, é “fundamental” também a colaboração da população, já que, enfatizou, o sector da saúde não consegue fazer tudo.

Cabo Verde está há quatro anos sem registar casos locais de paludismo e espera obter, ainda este ano, a certificação de país livre da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O paludismo em Cabo Verde caracteriza-se por ser uma doença instável, de transmissão sazonal dependendo fortemente da pluviosidade, que se encontra presente em quatro ilhas, Santiago, Boa Vista, São Vicente e Maio.

A delegada de saúde da Praia, Ullardina Furtado, manifestou-se esta quinta-feira preocupada com o aumento dos mosquitos, consequência das chuvas caídas neste mês de Setembro e que pode reverter a situação de casos autóctones de paludismo que não são registados desde 2018.

Aconselha-se na época de chuvas que se cubra as caixas de água, tanques e reservatórios, manter os pneus e garrafas bem tapados ou no lixo.

Inforpress

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