Cabo Verde despede-se da Ocean Race com batucada e muitos aplausos

Cabo Verde despediu-se hoje com batucada e muitas palmas dos barcos da Ocean Race, a maior e mais antiga regata do mundo, que o arquipélago recebeu pela primeira vez, e que rumou à cidade do Cabo, África do Sul.

O primeiro barco a sair do cais rumo ao ponto de partida, às 13:22 locais (mais uma hora em Lisboa), foi a Austrian Ocean Racing powered by Team Génova, terceiro na categoria VO65, que, depois de ligarem Alicante a Mindelo, vão fazer mais duas etapas, a penúltima que ligará Aarhaus (Dinamarca) a Haia (Países Baixos) e a última entre Haia e Génova (Itália).

Seguiu-se a equipa da Fundação Mirpuri, a única portuguesa a competir na Ocean Race (VO65), e que venceu a última edição da então Volvo Ocean Race 2017/18 ao serviço da Dongfeng Race Team, mas que devido a erro técnico à saída do Mediterrâneo retirou-se da primeira etapa, mas cujo ‘skipper’, António Fontes, afirmou que vai retomar em junho em força.

O terceiro navio a deixar o porto do Mindelo foi Team JAJO, segundo classificado, seguido de WindWhisper Racing Team, o vencedor desta classe e com seis pontos, de Viva México (5.º) e o último foi Ambersail 2 (4.º), às 13:39 locais.

Quase duas horas depois (15:26 locais), começaram a sair do cais as embarcações da classe IMOCA 60, que vão dar a volta ao mundo até junho, cumprindo sete etapas, sendo o primeiro Guyot environnement – Team Europe, que ficou em 5.º lugar nesta classe.

Seguiram-se depois a Biotherm (4.º), Team Malizia (3.º), 11th Hour Racing Team (2.º) e a equipa suíça Holcim – PRB, vencedora desta primeira etapa de 1.900 milhas náuticas (3.520 quilómetros), de Alicante, Espanha, até à entrada da Baía do Mindelo.

As partidas dos barcos foram ao som de batucada e muitas palmas de centenas de pessoas, entre eles o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, e muitas outras personalidades.

Nas suas mensagens de despedida, os velejadores, muitos de cachecóis de Cabo Verde enrolado ao pescoço, destacaram a amizade e hospitalidade dos cabo-verdianos, numa estadia considerada “espetacular”, tendo alguns prometido voltar ao país com as famílias.

Esta 14.ª edição da Ocean Race partiu em 15 de janeiro rumo a Cabo Verde e, depois da paragem de cinco dias na ilha de São Vicente, para descanso das tripulações e arranjos dos barcos, seguiu com destino à Cidade do Cabo, África do Sul, onde deverá chegar dentro de duas semanas.

A celebrar os 50 anos desde o nascimento, em 1973, a Ocean Race mudou este ano de formato, colocando duas classes em competição na mais difícil prova de circum-navegação à vela por equipas.

Para a paragem da competição no Mindelo, o Governo cabo-verdiano criou a Ocean Race Village junto ao porto, incluindo instalações para atracagem e acolhimento da prova, contando com concertos e outras atividades diárias, que também atraíram milhares de pessoas.

Lusa

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