Cabo Verde participa em colóquio Internacional em Dakar que marca 50 anos do desaparecimento de Amílcar Cabral

Um colóquio internacional a acontecer em Dacar, de 19 a 21 deste mês, com participação de universitários, pesquisadores e demais intelectuais de dez países, inclusive Cabo Verde, vai marcar os 50 do desaparecimento físico de Amílcar Cabral.

Sob o tema “Amílcar Cabral 50 anos depois”, de acordo com uma nota da Fundação Amílcar Cabral, o evento vai acontecer na Universidade Assane Seck de Ziguinchor nos dias 19, 20 e 21 deste mês.

“Os 50 anos do desaparecimento de Amílcar Cabral não podem ficar no esquecimento. Com efeito, um colóquio internacional comemora este evento”, refere a organização que acrescenta que a chamada de comunicações, lançada desde o mês de Junho de 2022, suscitou um grande interesse por parte dos universitários, pesquisadores e outros intelectuais.

O encontro é organizado conjuntamente pelos laboratórios de pesquisa da Universidade Cheikh Anta Diop de Dacar, da Universidade Assane Seck de Zinguinchor da Universidade Amadou Matar Mbow (UAM) e da Associação senegalesa de Filosofia.

Estão previstas 46 comunicações para fazer “renascer as diversas facetas desta figura histórica”, acrescenta a mesma fonte, sublinhando que isso não é uma surpresa, uma vez que “se sabe que Amílcar Cabral continua inspirando vários africanos e que o percebem como um político exemplar que conseguiu aliar a teoria e a prática”.

Para a organização, esta herança tem que ver com sua visão de uma África libertada que se baseava em alguns postulados essenciais como o respeito pela dignidade do homem negro, o papel importante da juventude no desenvolvimento do continente, o lugar decisivo das mulheres na estratégia de desenvolvimento dos países libertados do jugo colonial e a cultura como pilar da obra de reconstrução nacional.

Espera-se que, com a participação de dez países, de entre os quais os Estados Unidos, Canadá, França, Nigéria, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal, os universitários, pesquisadores e outros intelectuais terão como meta conseguir realizar um bom evento.

Cabo Verde será representado presencialmente pelos oradores Fabio Gomes, Investigador, Ana Mafalda Moreira, do Arquivo Nacional (IANCV) e Graciano Nascimento da Universidade do Mindelo.

No arquipélago várias actividades culturais e recreativas estão programadas para assinalar a efeméride promovida por diferentes instituições, sendo que a cerimónia central comemorativa do cinquentenário da morte de Cabral será presidida pelo Presidente da República, na praça central de Assomada, a convite da Fundação Amílcar Cabral, no dia 20 de Janeiro.

Amílcar Cabral nasceu em 12 de Setembro de 1924 em Bafatá, Guiné-Bissau, filho dos cabo-verdianos Juvenal Cabral e Iva Pinhel Évora. Cabral foi poeta, agrónomo, e “pai” da independência conjunta de Cabo Verde a 5 Julho de 1975 e Guiné-Bissau oficialmente a 10 Setembro de 1974.

Em 20 de Janeiro de 1973, o fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi assassinado na Guiné-Conacri, a oito meses da declaração de forma unilateral, da independência da Guiné-Bissau.

Inforpress

 

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