Cabo Verde quer trocar lâmpadas públicas por tecnologia LED e cortar 40% na fatura

Cabo Verde pretende substituir no próximo ano todas as lâmpadas convencionais de iluminação pública por equipamentos LED e com isso cortar em quase 40% aquele consumo anual de energia em todo o país, segundo o Governo.

Em causa está um projeto de sete milhões de escudos (63 mil euros) de investimento, inscrito na proposta de Orçamento do Estado para 2023, de promoção da eficiência energética, com implementação do plano de promoção da eficiência no consumo de energia elétrica e redução dos custos de contexto, conforme referem documentos de apoio, consultados hoje pela Lusa.

Um desses objetivos, lê-se nos documentos orçamentais para 2023, consiste na substituição de lâmpadas convencionais por LED em todos os pontos de iluminação pública do país.

O Governo estima que com o sistema integralmente com lâmpadas LED, o consumo anual de energia na rede de iluminação pública será reduzido dos 14,5 GigaWatt-hora (GWh) atuais para 9,1 GWh.

“Essa redução de 5,4 GWh representa uma poupança anual de 1.190 toneladas de combustível na produção de eletricidade”, acrescenta-se na proposta orçamental, sobre este projeto.

Quase 82% da eletricidade produzida em 2021 em Cabo Verde pela Electra foi garantida através de centrais térmicas, mas mais de um quarto foi dada como perdida, ficando por faturar, segundo o relatório e contas do grupo estatal.

De acordo com o documento, que a Lusa noticiou anteriormente, o grupo Electra produziu em 2021 um total de 441,6 GWh de energia, sendo 81,7% de origem térmica, 16,7% eólica e 1,5% solar.

Globalmente, trata-se de um aumento de produção de 5,3%, face a 2020, impulsionado pelo parque eólico do grupo em São Vicente, em 15,4%, e pelos dois parques solares (Santiago e Sal), em 4,5%, enquanto as 14 centrais térmicas espalhadas pelo arquipélago produziram mais 3,5%.

O Governo cabo-verdiano aprovou um plano que prevê a meta de 30% de produção de eletricidade através de fontes renováveis até 2025 e mais de 50% até 2030, face aos atuais cerca de 20%, essencialmente produzida através de parques eólicos, incluindo os de operadores externos ao grupo Electra.

A empresa destaca que as perdas de eletricidade globais, técnicas e não técnicas – sobretudo furto -, em todo o país, atingiram em 2021 os 112,432 GWh, representando 25,5% da produção, ainda assim uma descida face aos 26,1% dados como perdidos em 2020.

Lusa

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