Cabo Verde recebe primeiro hotel Mélia “Lusofonia” em investimento de 100 ME

O grupo Mélia vai explorar na ilha cabo-verdiana de Santiago o seu primeiro hotel com o conceito “Lusofonia”, inserido num resort mais alargado que representará um investimento de 100 milhões de euros para 470 quartos e 160 apartamentos.

 

A convenção com o Estado cabo-verdiano para a instalação do “Mélia Lusofonia Cabo Verde Eco Resort” entre os concelhos da Praia e de Ribeira Grande, sul da ilha de Santiago, foi assinada hoje entre promotores privados da Unique Hotels Cabo Verde e o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, prevendo o empreendimento gerar mil empregos diretos e indiretos, e receitas fiscais de seis milhões de euros anuais, quando em pleno funcionamento.

“O conceito de ‘Lusofonia’ envolve um conjunto de experiências turísticas inovadoras, direcionado para os setores de mercado de saúde e bem-estar, congressos e incentivos, lazer e natureza”, disse Olavo Correia, após a assinatura da convenção, que prevê benefícios fiscais para os promotores, ao abrigo da instalação do empreendimento, cujas obras estão previstas para arrancar em setembro.

 

“Este executivo posicionou-se desde a primeira hora como um organismo facilitador e promotor do investidor privado. Na calha e em avançadas fases de implementação estão importantes projetos turísticos em todo o país, o que é um importante indicador para o processo de retoma da nossa economia”, afirmou Olavo Correia, referindo-se ao peso de 25% que o setor do turismo representa na economia do país, embora parado há quase um ano devido à pandemia de covid-19.

 

Na convenção assinada com o Estado de Cabo Verde, os promotores explicam que o “Mélia Lusofonia Cabo Verde Eco Resort” será gerido pelo Mélia Hotel International e terá uma “estratégia associada à certificação” da Biosfera da UNESCO, “pelo que cumprirá todos os princípios eco-energéticos” e outras normas ambientais.

 

O resort terá a categoria de cinco estrelas e será composto por diferentes unidades hoteleiras, designadamente o “Mélia Lusofonia Diplomático”, com cerca de 150 quartos, orientado para os segmentos de negócios e congresso, o “Mélia Lusofonia SPA Hotel”, com cerca de 320 quartos, orientado para o turismo de lazer, cultura e saúde, e o “Mélia Lusofonia Residence Club”, com cerca de 160 apartamentos e vilas, orientado para as famílias nacionais e internacionais.

 

Está ainda prevista a implementação da “Lagoa Lusofonia”, com tecnologia Cristal Lagoon e piscina oceânica, bem como a construção da Academia Lusofonia Artes Música e Centro Multiusos, um espaço para congressos com capacidade para 2.000 pessoas, feiras, eventos culturais e empresariais, galerias de arte e um estúdio internacional de música.

 

“Pelo que se reforçará toda uma política duradoura de sustentabilidade com parceiros estratégicos, como serão os operadores turísticos, as instituições públicas e privadas nacionais e internacionais que projetem todo o conceito da lusofonia nas suas dimensões cultural, turística, empresarial e científica”, lê-se na convenção assinada.

 

São ainda objetivos contratuais a construção pelos promotores da Academia Artes e Música da Lusofonia, num investimento de 3,8 milhões de euros, para receber congressos internacionais e a instalação de empresas em regime de ‘start-up’, cabo-verdianas e da Lusofonia, promovendo ainda as músicas e as danças dos países lusófonos, a instalação do Clube Lusofonia, por 1,9 milhões de euros, que inclui um ‘beach club’ e um núcleo para eventos desportivos, ou ainda a construção da Cidade Velha do Bar da Lusofonia.

 

Todo o projeto foi declarado pelo Governo como de “interesse excecional” para a sua instalação.

 

Lusa/Fim

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