Cabo Verde registou 7.535 espécies terrestres e marinhas, mas número pode ser maior

Cabo Verde tem registadas 7.535 espécies marinhas e terrestres, com metade na ilha de Santiago, mas o número poderá ser muito maior, sobretudo no mar, conforme dados avançados hoje por fonte oficial.

Os dados foram revelados na cidade da Praia por Aline Rendall, bióloga do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento (Inida), no âmbito de uma cerimónia para comemorar o Dia Mundial da Biodiversidade, que se assinala domingo, 22 de maio.

Segundo a professora universitária e que trabalha com a componente biodiversidade terrestre de Cabo Verde, o país tem identificadas 7.535 espécies em todas as ilhas, sendo metade em ambiente marinho e a outra metade em ambiente terrestre.

Mas salientou que esse número poderá ser muito maior, já que há menos capacidade para o conhecimento do ambiente marinho, em que o mar representa 99% do território cabo-verdiano.

Do total de espécies até agora identificadas por técnicos cabo-verdianos, Aline Rendall deu conta que metade está na ilha de Santiago, e 30% no Parque Natural de Pico de Antónia, na mesma ilha.

Quanto às ameaçadas para a biodiversidade em Cabo Verde, a bióloga apontou as mudanças climáticas e o facto de serem ilhas pequenas e localizadas numa zona extremamente seca.

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, sublinhou a importância da biodiversidade para o país e apelou ao apoio da cooperação internacional para conservar e descobrir mais espécies do arquipélago.

“Em Cabo Verde, damos muita importância à conservação da biodiversidade, somos um país com muitas vulnerabilidades a este nível, mas também somos ilhas, distantes do continente, e isto implica que haja bastantes endemismos”, frisou.

O ministro referiu que Cabo Verde aderiu à convenção de 1995 sobre a diversidade biológica e tem estado a melhorar e a construir uma política “com ganhos”, a nível da legislação e da conservação das espécies.

Nesse âmbito, apelou a uma abordagem que prima pela coabitação e, sobretudo, por uma visão estratégica de longo prazo.

A Convenção sobre a Diversidade Biológica tem três objetivos, nomeadamente a conservação da biodiversidade biológica, o uso sustentável de seus componentes e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos.

O Dia Mundial da Biodiversidade é comemorado este ano sob o lema “Construindo um futuro compartilhado para toda a viva”, pretendendo enaltecer a necessidade do equilíbrio, de modo que todas as formas de vida possam não só sobreviver, mas também coabitar e prosperar.

 

Lusa

 

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