Cabo Verde vai instituir 16 de setembro como Dia da Diplomacia Cabo-verdiana

O Governo pretende instituir 16 de setembro como Dia da Diplomacia Cabo-verdiana, numa alusão à data de adesão do país à Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975.

“A referida data constitui um momento marcante da história do país, que se viu no concerto das nações como Estado soberano e engajado na defesa dos valores e promoção dos princípios e objetivos que regem as relações de cooperação e a sã convivência entre os Estados”, explicou hoje a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Cabo Verde, Miryan Vieira.

O tema, segundo a governante, foi abordado esta manhã na reunião do Conselho do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, que decorreu na cidade da Praia, estando o “Governo a trabalhar num diploma que irá instituir o Dia da Diplomacia Cabo-verdiana”, anualmente, a 16 de setembro.

“Data esta que marca também o início da afirmação do país e da sua contribuição para o multilateralismo e da sua abertura para o estreitamento das relações diplomáticas e da sua colaboração com outros Estados igualmente soberanos”, sublinhou a governante, em declarações aos jornalistas, recordando que o dia da adesão à ONU foi “simbólico” para a política externa do país.

“A instituição desse dia afigura-se também essencial e meritória para a perceção na sociedade do contributo que os servidores da diplomacia e basicamente os diplomatas e os funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros vêm dando ao longo dos anos para o processo de desenvolvimento de Cabo Verde, assim como para a notoriedade, a visibilidade e a credibilidade do país perante a comunidade internacional”, disse ainda.

A reunião de hoje serviu igualmente de preparação para a Conferência Anual da Política Externa (CAPE) de 2023, organizada pela diplomacia cabo-verdiana, a ter lugar em janeiro próximo.

“O tema da próxima conferência vai inserir-se no contexto das atuais crises que se verificam a nível nacional, regional e internacional”, explicou, sublinhando esta conferência “constitui um momento para se debater o papel e os desafios que se colocam à diplomacia cabo-verdiana”.

“A anteceder a conferência serão realizados ainda em 2022, dois ou três ateliês preparatórios para recolha de subsídios. À semelhança da primeira CAPE, que teve lugar ainda este ano, contamos ter a participação de todos os ‘stakeholders’ da nossa sociedade e também ser honrados com a presença de importantes personalidades e convidados internacionais de relevo nas áreas das relações externas”, concluiu Miryan Vieira.

Lusa

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