Central fotovoltaica de Porto Novo contribuiu com 12% de energia na produção de água para consumo durante primeiro ano   

A central fotovoltaica, instalada há um ano, pela empresa Águas do Porto Novo, contribuiu durante este período com 12 por cento (%) de energia utilizada na dessalinização de água para consumo este município de Santo Antão.

Durante o primeiro ano de funcionamento a central, com capacidade de produção de 55 kWp (kilowatt) gerou 100 MWh (megawatt) de energia eléctrica, contribuindo para a redução dos custos de produção de água dessalinizada no Porto Novo.

Com a utilização de energia fotovoltaica na produção de água dessalinizada, a administração da APN admite a redução das tarifas de água neste município, onde os utentes têm-se queixado do preço elevado da água dessalinizada.
Entretanto, a preocupação da APN prende-se com  “o nível das perdas técnicas e comerciais muito elevado na rede de distribuição de água à cidade do Porto Novo.

Dados avançados pela APN dizem que as perdas técnicas e comerciais são “muito elevadas”, já que a rede de distribuição, com 28 quilómetros de extensão e que cobre 84 % da cidade do Porto Novo, é antiga e apresenta muitas deficiências.

A Câmara Municipal do Porto Novo, que procede, através do Serviço Autônomo de Água, a distribuição na rede pública, fala, em média, de 20 rombos na rede por dia, que fazem com que as perdas técnicas e comerciais cheguem a 50%.

Trata-se, porém, de uma situação que, acreditam os responsáveis municipais, será resolvida com a implementação do projeto de água e saneamento para Santo Antão, que prevê a instalação de 25 quilómetros de conduta.

Uma auditoria feita à rede de distribuição de água na cidade do Porto Novo, com mais de duas décadas de existência, estima em 16 milhões de euros o montante dos investimentos a curto, médio e longo prazos na melhoria desta infraestrutura.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest