Cerca de 4 mil pessoas vivem com VIH em Cabo Verde. CCS-SIDA diz que homens abandonam mais o tratamento

Apesar de salientar que a resistência ao tratamento antiretroviral em Cabo Verde é reduzida, a secretária executiva do CCS-SIDA salienta que os homens são os que mais resistem e abandonam os tratamentos, sendo essa uma camada da população que exige maior atenção.

Criado em 2001, o Comité de Coordenação do Combate ao VIH/SIDA (CCS-SIDA) é a entidade nacional responsável por coordenar a execução da política do governo na luta contra o VIH-SIDA. A liderar o comité desde 2019, a secretária executiva Maria Celina Ferreira afirma em entrevista ao Balai que é estimado haver 4 mil pessoas a viver com VIH no país. O objetivo do comité é continuar a fazer mais testes para identificar casos. Apesar da boa adesão ao tratamento a nível nacional, ainda há algumas pessoas que resistem, nomeadamente os homens que são os que abandonam mais os tratamentos. A nível de metas, o objetivo é que Cabo Verde obtenha a Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical de VIH.

Balai: Numa entrevista, em maio, tinha referido que são diagnosticados entre 300 a 400 novos casos no país. A realidade poderá ser superior ou está entre estes dois números?

Celina Ferreira: Sim, nesta média. Na epidemia do VIH as pessoas estão lá e nós vamos descobrindo através da oferta de testes. Quanto mais se diagnostica, mais se encontra. Em Cabo Verde é estimado termos 4 mil pessoas a viver com o VIH. Então, as pessoas estão lá e à medida que oferecemos testes descobrimos. É por isso que se quer diagnosticar. Estamos a aumentar a capacidade de diagnóstico, em todas as oportunidades, nas estruturas de saúde, nas ONG, com testes gratuitos. Assim, oferecendo testes, as pessoas terão a oportunidade de conhecer o seu seroestatuto. Às pessoas que forem positivas é lhes oferecido também o tratamento antirretroviral …

Balai: Que é gratuito ?

CF: Sim que é gratuito, como o seguimento e acompanhamento psicológico. E quanto mais cedo se trata, melhor porque fica-se com a carga viral indetectável e assim essa pessoa já não transmite o VIH. É nesta estratégia que estamos a trabalhar: diagnosticar, tratar e oferecer tratamento. Gostamos de buscar os casos positivos. Onde é que estão os positivos? Em todos os lados. Há sítios que têm maior concentração, porque têm populações maiores, comportamentos de risco, e há sítios com menor. Por isso, estamos a oferecer, através de estratégia fixa e estratégia móvel, os testes e os serviços VIH. Temos também as figuras de pares educadores dentro de grupos onde nós estamos à procura. Como sabe, temos uma epidemia do VIH concentrada sobre determinadas populações que já conhecemos. As evidências já nos dizem onde estão essas populações (…)

Balai: Da sua experiência, há alguma resistência em fazer o teste?

CF: Não. Por exemplo, temos os postos móveis. Ainda na semana passada fizemos a Semana Internacional do teste com VIH/ Hepatites/ Sífilis. Tivemos muita demanda, saímos à noite também. Chegamos e logo fizemos os testes. Hoje em dia as pessoas buscam um teste sem problemas, sem nenhuma reserva.

Balai: Afirmou que há sítios de maior concentração. Em Cabo Verde estamos a falar dos maiores centros urbanos ?

CF: Dos maiores centros urbanos, dos bairros, em certas comunidades e em certos sítios também considerados ‘de frequentação’. Fizemos vários estudos biocomportamentais que nos indicam onde estão essas populações. Esses estudos servem para tomada de medidas de prevenção e também para traçar a estratégia de prevenção combinada. Realizamos regularmente a cartografia dos sítios de frequentação das populações vulneráveis ao risco de infeção pelo VIH e consumo de drogas, de promiscuidade, enfim, um conjunto de fatores entram nesse estudo. (…) são sítios que por vezes são móveis. Nós somos ilhas, há mobilidade entre as ilhas e regiões. É por isso que sempre atualizamos esses dados para podermos tomar as medidas mais eficazes.

Balai: Existem camadas da população que suscitam maior preocupação…

CF: São pessoas que têm múltiplos parceiros, profissionais de sexo e os usuários de drogas, as pessoas também com deficiência que têm muitas vulnerabilidades, os homens que fazem sexo com homens e alguns jovens também de condições sócio económicas muito vulneráveis são as nossas populações-chave. Alguns taxistas e condutores (…) temos também crianças e adolescentes em situação de rua. Trabalhamos com essas populações prioritárias.

Balai: A partir do momento que a pessoa é diagnosticada é-lhe oferecido o tratamento. Há resistência ao tratamento?

CF: Sim, temos, mas são poucas pessoas. Temos cerca de 200 pessoas que estão fora do tratamento. Umas como estão bem, não querem aderir ao tratamento, conscientemente. Outras porque também não dão condições de se tratar, porque são pessoas que consomem drogas e essas pessoas precisam de tratar a dependência química do consumo de droga antes, porque o tratamento é de curso crônico, para a vida. Tem de se aderir ao tratamento e fazer a observância de acordo com as orientações das equipas das estruturas de saúde. Há pessoas que resistem por crenças, por ideias erradas, etc.

Balai: Este número de 200 é num panorama de …

CF: Num panorama de três mil. Mas a adesão tem sido boa. Hoje há bons comprimidos e (…) há exames de monitoramento da carga viral disponíveis e muitos investimentos feitos na oferta de tratamento antiretroviral no seguimento biológico das pessoas que vivem com VIH. Há o atendimento, os educadores de pares, o apoio psicológico. Quando não há serviço disponível nas estruturas de saúde, essas pessoas elegíveis são encaminhadas para as instituições de apoio socioeconómico. Há um conjunto de redes disponíveis com os parceiros, da sociedade civil e das instituições públicas, redes articuladas que prestam serviços a essas pessoas.

Balai: E depois o trabalho do CCS-Sida consiste em coordenar este trabalho?

CF: Nós somos a entidade do Governo criada em 2001 para coordenar a resposta multissetorial à Sida em Cabo Verde. Esta multisetorialidade tem vários parceiros: a educação, a saúde, as Forças Armadas, a juventude e as organizações da sociedade civil, mulheres, jovens, os religiosos, enfim, um conjunto de entidades. E temos esta responsabilidade de implementar o Plano Estratégico do VIH/Sida que se elabora de 5 em 5 anos e executamos esses planos. Tudo numa perspectiva de uma estrutura de coordenação e de monitoramento, onde uma entidade coordena a resposta multissetorial.

Balai: É no âmbito deste plano que surge a meta de eliminar a transmissão vertical em 2024. O que está a ser feito para obter esta certificação?

CF: Sim é a certificação, porque, na verdade, de acordo com os dados disponíveis, já estamos, todas as crianças nascem saudáveis. Isso quer dizer que já não há casos, porque há tratamentos preventivos e as mães aderem. Temos cerca de 80 mães grávidas seropositivas por ano. Mas destas 80 grávidas, cerca de 40 são novos casos, as outras são conhecidas. Há poucas crianças que nascem expostas ao VIH e há tratamento. Hoje com os exames de seguimento, de acompanhamento, as mães dão à luz pela via normal do parto, de acordo com o monitoramento da carga viral e do seguimento que é dado nas estruturas de saúde.

Onde é que estamos nesta caminhada (da certificação)? Há uma Comissão Nacional de Validação que é liderada pela Direção Nacional de Saúde e publicada no Boletim Oficial. Esta Comissão Nacional vai preparar o relatório dos últimos dois anos, onde vai fazer uma análise muito aprofundada de todos os pilares da eliminação do VIH, nomeadamente a humanização dos serviços, os serviços disponíveis que são oferecidos às famílias, companheiros, filhos, os direitos humanos, o género, a qualidade de dados, do diagnóstico e o seguimento biológico dos bebés nos primeiros dois meses de vida. Um conjunto de parâmetros que são avaliados e é produzido um relatório sobre o país que será submetido à Organização Mundial da Saúde, OMS, para análise. Depois dessa análise virá uma equipa independente internacional que irá fazer todo um processo de análise, verificação e controlo para poder certificar Cabo Verde. É um exercício longo porque tem o seu percurso normal, tem trâmites e vários procedimentos a seguir.

Balai: O que é que o país ganha com esta certificação?

CF: É um desígnio extraordinário. O objetivo de eliminar significa que vamos dar um passo extraordinário mesmo para as outras doenças e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, que é acabar com a SIDA. É possível acabar com a transmissão vertical e é também possível acabar com a transmissão do VIH em 2030. O país ganha porque teremos mais qualidade de saúde, não haverá novas infeções, haverá mais direitos humanos e mais tolerância, comportamentos mais saudáveis. Enfim, são ganhos extraordinários. A saúde é um bem, tendo saúde, tendo uma carga viral indetectável, tendo respeito pelos direitos humanos, vamos ganhar e chegar a essa meta com todos que estão nesse percurso.

Balai: Acabar com a transmissão vertical entende-se que foi possível por causa da realização de testes e do tratamento. Para acabar com a transmissão do VIH no seu todo até 2030 será preciso um esforço maior?

CF: A transmissão do VIH é uma questão de comportamento sexual e de atitudes. É um domínio privado da pessoa. E então, se tratarmos todas as pessoas que vivem com VIH para ficarem indetectáveis, se protegermos as crianças e adolescentes para continuarem sem VIH, ou seja, para adotarem estilos de vida saudáveis …

Balai: Portanto, tratar quem já tem, proteger quem não tem …

CF: Exatamente e incluir mais direitos humanos e tolerância para todos os grupos vulneráveis. É isso que é acabar com a doença, ou seja, não haverá novas infecções, aquelas que estão continuarão positivas, ainda que com a carga viral suprimida, mas já não haverá novas infeções e vamos batalhar com outras ameaças de saúde pública que não o VIH.

Balai: Quanto à questão da mudança de comportamentos e atitudes como tem sido trabalhar na prática?

CF: Há uma responsabilidade individual, uma coisa íntima que nós não controlamos, mas também há uma outra batalha é ter sempre disponíveis os meios de proteção, os preservativos e o gel lubrificante. Proteger os adolescentes, porque de acordo com o último Inquérito Demográfico de Saúde Reprodutiva, 45% dos jovens de adolescentes, 15 e 19 anos, nunca tiveram uma relação sexual. Isso já é um fator de proteção. Há o Programa de Competências Sociais que tem 18 competências sociais para os jovens e adolescentes para adiarem a relação sexual, para saberem negociar e terem um comportamento assertivo, bem como um pensamento crítico e criativo, para buscarem a informação adequada (…). Essa população nós temos de proteger e proteger as suas famílias.

Balai: Mas há casos identificados?

CF: Um ou outro caso, mas é raro. O IDSR identifica 0 casos de VIH nos adolescentes dos 15 aos 19 anos. Isso já é um dado adquirido. Mas, todavia, há casos porque há comportamentos ainda de risco, sobretudo em adolescentes consumidores de droga, isso também é uma ameaça à resposta ao VIH/Sida. Cerca de 30% das pessoas que vivem com o VIH têm comportamentos ligados ao consumo abusivo de álcool e outras drogas que (nesses casos) perdem a crítica em termos de comportamento sexual e podem ficar com outras infecções. E depois podem transmitir. É esse o desafio, trabalhar outras doenças em pessoas que vivem com o VIH e não só. Trabalhar outras vulnerabilidades em populações e comportamentos de risco ou em populações expostas.

Balai: E quanto, por exemplo, ao uso do preservativo é algo que já está totalmente desmistificado ou ainda há tabus?

CF: Não há. Nós distribuímos cerca de dois milhões e quinhentos preservativos por ano. O uso declarado em inquéritos ultrapassa 80% que é um ganho muito grande para o VIH/Sida. Nós temos determinados grupos a partir de 45, 50 anos de homens que não usam preservativo e têm comportamentos de risco (…) o uso de meios de proteção é a melhor arma que temos para nos livrar das infeções sexualmente transmissíveis e do VIH.

Balai: Acredita que, de alguma forma, os estereótipos sociais que existem na sociedade associados aos comportamentos do homem e da mulher influenciam esta questão?

CF: Alguns mitos à volta do uso do preservativo ainda persistem e sobretudo em homens adultos que nessa faixa etária já começam a ter outros problemas e também recorrem a serviços de profissionais de sexo que oferecem o serviço sem o uso de preservativo.

Balai: E vocês sensibilizam essa camada da população? As mulheres?

CF: É por isso que nós distribuímos também preservativos femininos. Certas profissionais do sexo utilizam. Por isso, temos de ter disponíveis para utilizar, em caso de rejeição do uso do preservativo por parte do homem. Depois temos de trabalhar a cultura machista e algumas crenças. Sendo o VIH uma doença crónica há uma certa tendência de dizer que não há tratamento, há tratamento, (mas) o vírus continua lá. Só o uso sistemático e correto do preservativo poderá prevenir a 100% das infeções sexualmente transmissíveis. Temos de focar nos homens. E porquê? Porque na nossa estimativa quem morre mais são os homens e quem abandona mais o tratamento são os homens, quem usa mais o álcool são os homens. Enfim, é trabalhar os homens, toda a parte cultural, o medo e as emoções dos homens, nesse caso, para poder assumir a sua sexualidade. Não só para o VIH, para as outras infeções ou para outros problemas que o homem tenha, etc. É por isso que há programas de saúde adolescentes hoje em dia, por exemplo, já se trabalha muito os rapazes para podermos preparar a nova geração. Porque com os idosos é preciso muita paciência e tempo para mudar o comportamento. Mas os adolescentes são mais flexíveis para transformarem as suas atitudes em práticas.

Balai: O vosso trabalho exige esta sensibilização e comunicação para uma mudança e transformação de atitudes…

CF: Sim, para a rejeição das crenças, para se ter uma atitude saudável e positiva, de enfrentar os problemas de saúde, buscar os serviços de saúde e ter uma atitude positiva em relação à vida. Porque a nossa saúde nós é que gerimos. Às vezes deixamos a nossa saúde nas mãos de outras pessoas. Falando concretamente do VIH na relação sexual, o ato sexual é responsabilidade de duas pessoas, o ato consentido, claro, então há consequências e as consequências são partilhadas por essas duas pessoas. Não é depois das consequências a pessoa dizer: “Eu sou vítima. Foi alguém que me transmitiu o VIH ou uma DST”.

Balai: Falta alguma auto-responsabilização?

CF: Auto-responsabilização, autocuidado. A responsabilidade é de cada indivíduo, de cada parceiro, da entidade implicada. É metade, metade.

Balai: Que outros desafios enfrenta o CCS-SIDA?

CF: Primeiro é preencher todos os requisitos para mantermos a eliminação da transmissão vertical do VIH/Sífilis. Manter porque se pode ter e baixar a guarda e por isso manter esses ganhos. Um outro desafio é a integração de todas as populações vulneráveis nas respostas ao VIH, com serviços humanizados, com oferta dos meios de proteção e sensibilização também com conteúdos de direitos humanos. Fazer valer os seus direitos, mas também os seus deveres, garantir a autonomia dessas pessoas, em todos aspetos: autonomia de pensamento e económica e autonomia de espírito e para poderem ser responsáveis e ativos para a sua saúde e no autocuidado. Um outro desafio é ter mais recursos porque é uma resposta que requer muitos recursos para tratar, para oferecer testes …

Balai: Sentiram que devido à pandemia da Covid-19 o combate à SIDA acabou por ficar de lado?

CF: Não só a pandemia, mas outras ameaças, as guerras e agora também estamos com ameaça de epidemia de dengue, houve o zika, etc. Cabo Verde sempre terá ameaças de saúde pública. É preciso fazer um planeamento para dar resposta num contexto de crise no contexto e de outras ameaças. O programa VIH/SIDA serviu na altura da covid-19, (…) enquanto muitos países fecharam os serviços e nós não, nós continuamos. Tivemos parcerias, sem dúvida, que todos os meios de proteção, todos os medicamentos e os testes estavam no país e rapidamente mobilizamos equipas para acudir às populações que não podiam se deslocar, sobretudo no período de emergência. E aí conseguimos ir à casa, às farmácias buscar os medicamentos, as equipas levavam aos educadores, que são pessoas que vivem com o VIH e fazem um trabalho extraordinário, nós temos cerca de 40 neste momento, que iam às casas e distribuíam os medicamentos e também outras necessidades registadas no momento da crise. Em Cabo Verde sempre houve crise, nós temos de nos adaptar. Houve um abrandamento na oferta de testes, porque os recursos humanos eram os mesmos que estavam a combater a pandemia, mas as pessoas ficaram a fazer um atendimento numa perspetiva de múltipla oferta de receitas (…) fizemos uma adaptação (…). Criamos um grupo no Teams, no WhatsApp, no Messenger, enfim, em vários canais …

Balai: Ninguém ficou pra trás?

CF: Ninguém ficou pra trás, sempre os assistentes sociais, os psicólogos, os enfermeiros procuraram as pessoas que estavam inscritas nas suas estruturas de saúde. Isso foi uma bravura das equipas de cuidados de saúde. Foi e continua a ser

Balai: Enquanto secretária executiva do CCS-SIDA qual é o balanço que faz destes anos de mandato?

CF: Este percurso é de muito trabalho, de muito trabalho. Tanto de dia como de noite, mas batalhamos para podermos chegar aonde estamos. É um trabalho de equipa que está sendo feito com muita firmeza, mas também com muita resiliência

Balai: É uma equipa de quantas pessoas?

CF: De 10, mas temos redes de parcerias que foram montadas ao longo dos anos e conjuntamente, estamos a trabalhar para podermos dar resposta sobretudo, combatendo as vulnerabilidades. Cerca de 90 por cento das pessoas que vivem com VIH são pessoas muito pobres, com baixo nível de escolaridade, sem emprego, são mulheres que por vezes são vítimas de violência e têm filhos a cargo e por vezes vítimas dos próprios filhos, que estão na delinquência ou então são filhos consumidores de drogas, enfim, esse trabalho que fazemos com garra e com muitos desafios, mas os resultados nos encorajam muito e vamos continuar. E pedimos sempre saúde e paciência para podermos conseguir e levantar a auto-estima dessas pessoas e juntos irmos caminhando para um horizonte de iluminação.

Balai: E no caso da eliminação, suponhamos, em 2030, do VIH, depois o comité deixaria de existir ou continuaria a trabalhar?

CF: A vigilância vai continuar, sem dúvida. Isso já depende da decisão macro do país, da dinâmica da epidemia e da decisão mesmo do governo em como adequar o CCS-SIDA ao novo contexto de eliminação e também ao novo contexto. Porque o comité é uma entidade que existe desde 2001 e foi criado para o VIH. Em 2010, passou também a gerir o paludismo, depois passou a gerir a tuberculose e com a pandemia passou a gerir a covid-19. Com essa dinâmica, sem dúvida haverá necessidade de uma adequação do CCS-SIDA aos novos desafios e há também um plano de transição de eliminação do VIH/Sida, paludismo e tudo, e o governo a partir de 2026 tomará medidas adequadas em relação ao posicionamento do CCS-Sida, ao novo estatuto e aos novos desafios.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest