Cerca de 600 pessoas da Praia e Santa Catarina beneficiadas pelo Programa de Inclusão Produtiva implementado pela Citi Habitat

 Cerca de 600 pessoas dos municípios da Praia e de Santa Catarina estão a ser beneficiadas com formações e kits para arrancarem com atividades geradoras de rendimento, no âmbito do programa de inclusão produtiva implementado pela Citi Habitat.

O programa, segundo a coordenadora executiva do Citi Habitat, Olívia Mendes, abrange, na sua maioria, mulheres chefes de família inscritas no cadastro social e que receberam o rendimento social de inclusão (RSI) durante o período da pandemia da covid-19.

Trata-se de um programa concebido pelo Governo, através do Ministério da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, que conta com financiamento do Banco Mundial e é implementado por quatro organizações não-governamentais (ONG), entre as quais a Citi Habitat.

O objetivo, explicou Olívia Mendes, é de capacitar os beneficiários tanto a nível pessoal, social e financeiramente para que tenham os seus próprios negócios, autonomia e qualidade de vida.

“O programa prevê várias vertentes de capacitação. Temos ações de capacitação em empreendedorismo e gestão de pequenos negócios, capacitações transversais em habilidades pessoais e sociais, e capacitação profissionalizante nas áreas de negócios”, disse.

Segundo a responsável da Citi Habitat, nos concelhos da Praia e de Santa Catarina na ilha de Santiago, abrangidos pela Citi Habitat, os beneficiários, na sua maioria, já passaram pelas formações, devendo no final do programa receberem um kit para dar início ou alavancar os negócios, já que alguns já tinham alguns negocio antes da pandemia.

Outra vertente do programa tem a ver com a formalização dos negócios.

“Nós vamos trazer pessoas ligadas ao Regime Especial das Micro e Pequenas Empresas (REMPE) para informar os beneficiários como é podem aderir a esse sistema. Vamos também trazer o pessoal do INPS para falar das vantagens de ter cobertura da proteção social. A ideia é aqui informar-lhes que a formalização trás vantagens, mas que há deveres”, explicou.

A maioria das pessoas já passaram pelas formações, estando o programa, neste momento, na fase de preparação das “fichas de negócios” para se avaliar as necessidades em termos de capital e equipamentos.

“Cada beneficiário tem de ter uma ficha de atividades na sua área e tem de haver uma ficha com indicação do tipo de negócio, necessidades em termos de capital, o que o próprio beneficiário já tem e o que será sua contribuição, e o que projeto pode oferecer-lhe”, explicou.

A nível nacional o programa de inclusão produtiva, que iniciou no mês de Maio e deve estar concluído em Outubro, deverá beneficiar mais de duas mil pessoas. Está a ser executado por quatro ONG, que inclui para além do Citi Habitat, a Morabi, a OMCV e a Solmi.

O trabalho é feito em parceria com a câmaras municipais.

Inforpress

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