Chefe do Estado-Maior aponta défice no quadro do pessoal das Forças Armadas no primeiro dia de visita aos comandos

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas apontou hoje o défice no quadro do pessoal como um dos desafios das Forças Armadas, no quadro da sua primeira visita aos comandos e serviços.

António Monteiro falava à imprensa, na Cidade da Praia, à margem da sua primeira visita na qualidade de chefe de Estado Maior das Forças Armadas, que decorre até 14 de Dezembro, devendo ser efectuada em todas ilhas onde existem a presença das Forças Armadas, ou seja, Santiago, São Vicente, e Sal.

Na ocasião disse ter constatado “ganhos assinaláveis” na instituição, mas frisou que os desafios são muitos, destacando o défice do pessoal como um deles, o que, conforme disse, tem sobrecarregado o pessoal.

“Como podem ver os desafios são muitos, nós tivemos, depois de eu ter assumido o cargo, a saída de cinco oficiais superiores, três coronéis, um capitão do mar, e um tenente coronel, todos substituídos no cargo”, disse, explicando que em termos de número a falta aumentou ao que já tinham registado, uma vez que o Estado-Maior tem trabalhado com um número de pessoas “bastante reduzido”.

A saída, justificou, esteve relacionada com limite de idade para passagem à reserva de três deles, sendo que dois com mais de 30 anos de serviço requereram a sua passagem à reserva, nos termos da lei.

Apontou também desafios relacionados com a melhoria das condições de vida nos quartéis, com a operacionalização sobretudo dos meios navais da guarda costeira, pelo facto de o País ter a presença das Forças Armadas apenas em três ilhas, ou seja, São Vicente, Sal e Santiago.

“Mas estou a contar com o apoio do pequeno Estado-Maior que nós temos (…) porque não há um bom chefe do Estado-Maior sem um bom Estado-Maior, e vice-versa”, salientou, pedindo a colaboração de todos para levar “o barco a bom porto “.

Por outro lado, explicou que o périplo iniciado hoje enquanto chefe do Estado-Maior das Forças Armadas depois de ter sido empossado no dia 02 de Julho, visa inteirar da situação  dos quartéis de modo a traçar um  plano de trabalho, assim como implementar uma directiva que já foi devidamente delineada.

“Esta visita tem como objectivo em primeiro lugar, divulgar essas directivas. É uma directiva estratégica, de comissão, portanto a comissão do Estado-Maior é de três anos, então nós entendemos preparar uma directiva de comissão que se baseia praticamente em sete pilares principais”, assinalou.

De entre os pilares realçou as Forças Armada motivadas, ou seja, que cuida das pessoas para que possam gerar resultados, operacionais e funcionais, que procura a evolução das tecnologias para levar a bom porto as actividades planificadas, e um outro pilar relacionado com a credibilidade da instituição castrense, promovendo os órgãos de valores da nação cabo-verdiana.

Inforpress

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