CNDHC quer clubes de direitos humanos nas escolas para preparar crianças em “bons princípios” e prevenir criminalidade

A presidente da CNDHC afirmou hoje que esta comissão objetiva ter clubes de direitos humanos nas escolas para preparar as crianças, desde cedo, em “bons princípios” e evitar, mais tarde, situações de delinquência e criminalidade.

Esta afirmação foi feita por Zaida Freitas, à margem do lançamento da Declaração Universal dos Direitos Humanos para Crianças em formato vídeo, após o lançamento da Brochura com o mesmo nome, visando criar condições materiais para o ensino e aprendizagem dos Direitos Humanos no sistema formal de ensino, para crianças dos cinco aos 10 anos.

“Portanto, a ideia e o objetivo é porque sabemos que se nós prepararmos bem as nossas crianças desde o início com bons princípios, com valores para lidarem com as diversidades, seguramente que estaremos a contribuir para diminuir situações de bullying, e mais tarde, fenómenos como a delinquência e a criminalidade”, explicou.

Na ocasião, Zaida Freitas lembrou que a CNDHC (Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania) tem vindo a criar um conjunto de materiais como uma adaptação à declaração em formato de cartilha numa linguagem adequada a estas crianças, um outro em braille, sendo que desta vez o instrumento é apresentado em formato audiovisual, para incluir a linguagem gestual.

Para esta responsável, a educação para os direitos humanos é em si um direito humano, apontando todo o compromisso da parte dos estados membros das Nações Unidas para que as nações tenham “efetivamente” uma cultura dos direitos humanos.

“Ao começarmos a trabalhar com as crianças desde tenra idade, conseguiremos incutir, não só o conhecimento dos seus direitos, mas também contribuiremos para que consigam aplicá-los na prática e desta forma, seguramente que estaremos a trabalhar para construirmos cidadãos cada vez mais preparados para o exercício de uma cidadania responsável”, aventou.

Destacou a forte parceria com o Ministério da Educação, lembrando que inclusive já realizaram formações em todas as ilhas a educadores e professores do ensino básico para que possam replicar nas suas escolas aquilo que aprenderam durante a formação.

Conforme a presidente da CNDHC, a intenção não é fazer com que essas crianças saibam de cor os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas que percebam bem os conteúdos produzidos através de cadernos de atividades, e que os interiorizem no seu dia a dia.

Por outro lado, informou que os artigos contidos neste material desenhado para o sistema do ensino formal vão ser transmitidos também das rádios e na televisão durante um período de cerca de três meses, mas que o propósito é continuar depois, e ser de igual modo, utilizado em outros momentos.

Os vídeos correspondem à adaptação para o formato audiovisual do produto matriz do Projeto “Direitos Humanos para Crianças”, promovido pela CNDHC e financiado pela PlanBørnefonden.

Inforpress

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