Coordenadora do Programa de Doenças Oncológicas apela ao diagnóstico precoce para melhor prevenção do cancro da mama

 A coordenadora do Programa Nacional de Prevenção e Controle das Doenças Oncológicas apelou hoje ao diagnóstico precoce do cancro da mama para uma melhor prevenção da doença.

Carla Barbosa indicou que, no País, surgem uma média de 50 casos e 14 óbitos por ano, daí a recomendação de prevenção da doença, que surgiu no âmbito de um seminário sobre “Multisectorialidade na luta contra o cancro da mama” realizado hoje de manhã no Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), no âmbito do Outubro Rosa que este ano se assinala sob o lema “Deteção precoce”.

“No mês de Outubro o programa nacional de prevenção e controle das doenças oncológicas junta-se a outras instituições para trazer a temática do cancro da mama e lembrar que todos os dias surgem casos e por isso devemos consciencializar para a prevenção do cancro da mama”, disse Carla Barbosa.

Com o objetivo de travar a tendência de aumento de casos, a especialista realçou ainda que o diagnóstico precoce é a promoção da investigação na área que, em Cabo Verde, deteta uma média de 50 casos de cancro da mama e uma média de 14 óbitos de mulheres por ano.

“Dados dos últimos anos indicam-nos o surgimento de cerca de 50 casos do cancro da mama e uma média de 14 mulheres que morrem anualmente por esta doença. Estes dados indicam ainda que mais de 50% dos casos chegam já em fase avançada”, sublinhou.

Ainda Carla Barbosa, o mês de Outubro tem servido para uma maior consciencialização da doença, daí o apelo para a prevenção visando mudar o cenário, pois, segundo disse, quando mais cedo se conseguir detetar a doença o tratamento é possível em mais de 90% dos casos.

Segundo a especialista, a doença, que afeta mulheres e homens, é “perigosa” mais tem várias modalidades de tratamento que podem ser feitos no País, nomeadamente o cirúrgico, a quimioterapia, a hormonoterapia, a molecular ou radioterapia.

De todos os tratamentos apontados, indica que a radioterapia ainda não é uma realidade em Cabo Verde, daí o facto de vários pacientes do cancro da mama terem de ser evacuados para Portugal para a continuação do tratamento em radioterapia.

“Há uma necessidade de se trazer este tratamento a Cabo Verde, pois, a evacuação tem suas limitações e até complicações em termos de se tirar as pessoas do seu país, da sua área de conforto e do apoio familiar que tem um papel importante no tratamento”, disse.

Este ano no âmbito do Outubro Rosa, que se assinala sob o lema “Detenção Precoce”, as instituições ligadas ao cancro têm em agenda várias apresentações, solicitadas organizações e serviços para falar sobre o tema e atuar na consciencialização, sensibilização, rastreios e informação para a deteção precoce.

Inforpress

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