Coreia do Norte dispara mais dois mísseis de curto alcance

Menos de 48 horas após os exercícios militares conjuntos entre Washington e Seul, a Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos de curto alcance. Uma advertência à Coreia do Sul e aos EUA. ONU condenou lançamento.

“Os nossos militares detetaram dois mísseis balísticos de curto alcance disparados esta manhã a partir das zonas de Sukchon na província de Pyongan do Sul entre as 07:00 e as 07:01 (hora local)”, declarou o estado-maior sul-coreano.

Segundo a agência de notícias estatal KCNA, a intenção do lançamento foi verificar a confiabilidade da arma e a prontidão ao combate das forças nucleares da Coreia do Norte.

O míssil terá sido alcançado uma altitude máxima de 5.770 quilómetros e uma distância de cerca de 990 quilómetros.

Em simultâneo, a irmã do dirigente norte-coreano Kim Jong Un ameaçou ripostar contra os exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington. “A utilização do Pacífico como campo de tiro depende [das ações] das forças americanas”, declarou Kim Yo Jong, em comunicado publicado pela agência oficial KCNA.

Yo Jong também ameaçou Seul e Washington com ações “equivalentes” após as manobras conjuntas que efetuaram no domingo (19.02) com o envolvimento de bombardeiros estratégicos B-1, uma ação para responder ao lançamento na sexta-feira (17.02) de um míssil balístico intercontinental de Pyongyang que no sábado se despenhou em águas da Zona Económica Exclusiva (ZEE) japonesa.

“Estamos ao corrente sobre a recente aceleração na península coreana dos movimentos de forças dos Estados Unidos com capacidade de ataques estratégicos”, acrescentou a dirigente norte-coreana.

O secretário-geral da ONU “condenou veementemente” o lançamento realizado pela Coreia do Norte e pediu o fim de tais “atos provocatórios”, disse Stephane Dujarric, porta-voz de António Guterres.

Pyongyang promete resposta “sem precedentes”

Pyongyang ameaçou previamente com uma resposta “sem precedentes” às manobras militares anuais de primavera que Seul e Washington estão a preparar para março e que o regime qualificou de “preparativos para uma guerra de agressão”.

Na sexta-feira (17.02), a Coreia do Norte lançou o seu Hwasong-15 ICBM a partir da costa leste, no primeiro teste do género desde 1 de janeiro, que caiu no mar do Japão.

Em resposta a este lançamento, o primeiro-ministro nipónico, Fumio Kishida, condenou um ato “escandaloso” que “aumentou a provocação contra a comunidade internacional”.

“Continuaremos a colocar todos os esforços na recolha de informação, advertência e vigilância, e trabalharemos em estreita colaboração com os Estados Unidos e também com a Coreia do Sul”, acrescentou Kishida.

Na próxima semana, os exércitos sul-coreano e norte-americano também realizam um exercício teórico no Pentágono que simula um ataque nuclear de Pyongyang.

Em 2022, a Coreia do Norte realizou um número recorde de lançamento de mísseis, cerca de meia centena, em muitos casos em resposta a manobras conjuntas dos dois aliados e ao reforço da presença estratégica dos EUA na península.

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