Covid-19: Guiné Equatorial torna obrigatória vacinação para certas profissões

A Guiné Equatorial tornou obrigatória, desde terça-feira, a vacinação contra a covid-19 para certas profissões, como militares, trabalhadores do setor da saúde ou professores, segundo uma declaração do ministro da Saúde equato-guineense.

De acordo com um documento citado pela agência France-Presse (AFP), é também exigido um certificado de vacinação para o acesso a estádios ou a certos locais públicos.


“Para reduzir o nível de exposição dos funcionários públicos e do setor privado, exigimos o certificado de vacinação para o acesso a estádios, locais de recreio e na inscrição de jovens na escola”, afirmou o ministro da Saúde, Diosdado Vicente Nsue Milang, numa declaração.


No documento, o governante não esclarece, no entanto, quais as sanções para os profissionais que não sejam vacinados.


A Guiné Equatorial, um pequeno país rico em petróleo e com uma população de 1,3 milhões, recebeu 100.000 doses da vacina chinesa contra a covid-19 Sinopharm em fevereiro para iniciar a sua campanha de vacinação.


Desde então, Malabo recebeu outras duas entregas em abril e junho.


Segundo as estatísticas do Ministério da Saúde, 170.583 pessoas receberam uma primeira dose da vacina e 117.979 estão totalmente vacinadas.


Desde o início da pandemia, a Guiné Equatorial registou oficialmente 8.848 casos de infeção e 123 mortes.


As autoridades declararam um recolher obrigatório em fevereiro e reforçaram as medidas restritivas para lidar com um ressurgimento da pandemia de covid-19.


Antiga colónia espanhola, governada há 42 anos por Teodoro Obiang, a Guiné Equatorial, um país rico em recursos, mas com largas franjas da população abaixo do limiar da pobreza, integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014.


África regista 159.719 mortes devido à covid-19, num total de 6.281.998 casos de infeção com o novo coronavírus desde o início da pandemia, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).


A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.119.920 mortos em todo o mundo, entre mais de 191,3 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.


A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

 

Lusa

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