Cruz Vermelha celebra o Dia Internacional focada na mobilização de recursos contra a covid-19

Celebra-se hoje, 08, o Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, com a Cruz Vermelha cabo-verdiana a eleger como prioridade a mobilização de recursos para apoiar os poderes públicos na luta contra a covid-19.

O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), Arlindo Carvalho, avançou que a instituição está também apostada em trabalhar as informações do ponto de vista técnico científico, de forma a ajudar as autoridades a disseminá-las, mas também trabalhar a incidência psicossocial da covid-19 na mentalidade das pessoas.


Na sua mensagem à Inforpress, exortou a todos para um maior cuidado, que passa pelo reforço das medidas de segurança e de cuidados, que sejam seguidas as recomendações de pessoas, alertando que “a situação é séria, a tendência não é muita positiva”, com o agravamento da situação, sobretudo agora.


“Eu queria que as pessoas fizessem dos ideais da Cruz Vermelha os seus ideais próprios, ou seja, trabalhar para a humanidade, defender as pessoas, defender o bem e praticar as boas práticas”, sintetizou o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho.


É uma das áreas que Carvalho revelou que a instituição que dirige está a trabalhar com o argumento de que a “pandemia trouxe questões de fundo, não só para as pessoas, mas também para as instituições”, à par do “reforço da parceria com as estruturas da saúde, mas, também no empoderamento das comunidades”.


“Temos conseguido mobilizar estes recursos com apoio dos parceiros do movimento internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, com o apoio das autoridades públicas de Cabo Verde e do sector privado e dos parceiros internacionais e estamos a mobilizar mais”, concretizou Carvalho.


No âmbito do seu campo de acção, tem vindo a elaborar projectos para a mobilização de recursos, visando fazer face às necessidades das camadas mais desfavoráveis e revelou que neste momento está com uma linha de projecto mais avançada, virada para assistência aos idosos no país.


Este auxílio, frisou, abarca os domínios sociais e humanitários, pelo que pretende esta organização de carácter humanitário continuar a mobilizar energias e mais recursos numa altura em que o País e o mundo estão a contas com a pandemia da covid-19.


Considerando difícil quantificar de forma pormenorizada as famílias já beneficiadas pela Cruz Vermelha no ano em curso em vários projectos, Carvalho destacou projecto com o governo do Canadá que inicialmente previa albergar cerca de 50 mil famílias, calculado num universo familiar de cinco pessoas.


Apontou ainda um outro projecto com a federação que, para além da assistência às famílias, pretende ajudar as pessoas a nível da protecção sanitária e da assistência psicossocial, e um outro com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, com associações dos cabo-verdianos na diáspora e empresas várias.


“A partir da sede faz-se muita mobilização, mas os conselhos locais, que são 19, também conseguem mobilizar localmente e a nível internacional. O importante neste momento é fazer foco na necessidade das pessoas e a Cruz Vermelha tem princípios e métodos próprios para fazer uma hierarquia das necessidades e definir as pessoas que mais precisam num determinado momento”, explicitou.


Fundada desde os primórdios da independência nacional, a Cruz Vermelha de Cabo Verde prontifica-se como auxiliar dos poderes públicos nos vários domínios, tendo sob a sua responsabilidade nove centros de terceira idade, onde apoia centenas de idosos, e diversos jardins infantis.


Com mais de 1.500 voluntários em todo País, esta instituição humanitária integra a maior organização humanitária do mundo, que conta com cerca de 97 milhões de voluntários em 190 países, com a missão prestar assistência humanitária e social, em especial aos mais vulneráveis.

Inforpress/Fim

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