Custo com evacuações médicas de Cabo Verde para Portugal aumentou 9% até fevereiro

O custo com as evacuações médicas para Portugal suportadas pela segurança social cabo-verdiana aumentou mais de 9% nos primeiros dois meses do ano, para 782 mil euros, de acordo com dados oficiais compilados hoje pela Lusa.

Segundo um relatório sobre os pagamentos assegurados em janeiro e fevereiro pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), o custo global com o transporte e estadia destes doentes em evacuações médicas entre as ilhas de Cabo Verde e para Portugal ascendeu a 132,6 milhões de escudos (1,2 milhões de euros), um aumento de 22% face ao mesmo período de 2021.

Apenas com a estadia de doentes enviados para tratamento em Portugal, o INPS – que gere as pensões e as contribuições sociais dos trabalhadores cabo-verdianos – gastou em janeiro e fevereiro, no total, 86,1 milhões de escudos (782 mil euros), quando nos mesmos meses de 2021 essa despesa foi de 78,9 milhões de escudos (716 mil euros), traduzindo-se assim num aumento de 9,1%.

De acordo com os últimos dados do INPS disponíveis, Cabo Verde enviou para tratamento em Portugal, em 2020 um total de 229 doentes, menos cerca de 28% face a 2019, fechando aquele ano com 549 pacientes em tratamento nos hospitais portugueses. As especialidades “mais solicitadas” para as essas evacuações médicas para Portugal, ao abrigo dos acordos de cooperação bilateral, foram oncologia e cardiologia, áreas em que o arquipélago tem falta de recursos.

O custo com as evacuações médicas para Portugal suportadas pela segurança social cabo-verdiana caiu para 495 milhões de escudos (4,5 milhões de euros) em 2021, quando no ano anterior foi superior a 511 milhões de escudos (4,6 milhões de euros), segundo dados anteriormente divulgados pela Lusa.

O ministro de Saúde de Cabo Verde, Arlindo do Rosário, reconheceu anteriormente que, apesar do “momento difícil” dos hospitais portugueses durante a pandemia de covid-19, Portugal “nunca fechou as portas” aos doentes cabo-verdianos do programa de evacuações médicas.

“Mesmo num momento difícil, Portugal nunca fechou as portas e mesmo assim nós continuamos com o programa de evacuações”, reconheceu o governante.

Arlindo do Rosário insistiu que é de “enaltecer o programa de cooperação entre Portugal e Cabo Verde, particularmente no setor da Saúde”, concretamente em áreas como as evacuações médicas ou pelo “apoio na assistência técnica e formativa” aos especialistas cabo-verdianos, permitindo que o país “ganhe progressivamente competências”.


Lusa

 

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