D. Ildo Fortes: “A Igreja católica está muito empenhada em revitalizar escutismo”

D. Ildo Fortes: “A Igreja católica está muito empenhada em revitalizar escutismo”

O bispo da Diocese do Mindelo, Dom Ildo Fortes, assegurou que a igreja católica está “muito empenhada” em revitalizar o escutismo, por ser um movimento com “grande contributo” para a juventude e formação do homem.

 

O bispo falava à imprensa na manhã deste domingo, 08, antes da eucaristia celebrada na Igreja de São Vicente, em Monte Sossego, e como encerramento do 3º Campo-Escola de escuteiro, que, ajuntou, tem “muito significado, ainda mais por ser na região da Diocese do Mindelo”.


“Nós estamos muito empenhados em pôr de pé e revitalizar o escutismo na nossa diocese. Já tivemos agrupamentos bem mais fortes como no caso de Santo Antão e São Vicente e nós queremos onde também nunca tenha havido, possa vir a acontecer”, sustentou a mesma fonte, apontando os casos da Boa Vista e São Nicolau.


Dom Ildo Fortes acredita que o escutismo é um movimento que traz um “contributo enorme” para a juventude e para as crianças e tudo aquilo que constitui metodologia escutista, formação, princípios e valores “contribui para a formação do homem no seu todo”.


“A vertente humana, a vertente espiritual e social e ainda técnica, o escutismo é muito completo e não se encontra muito por aí”, considerou, adiantando que os bispos querem alavancar o escutismo, e daí, a “alegria” de São Vicente receber o 3º Campo-Escola.


Dom Ildo Fortes endereçou a sua mensagem, durante a missa, aos escuteiros de forma a os encorajar a “continuarem nesse caminho”.


A chefe nacional dos escuteiros, Zezinha Alfama, fez, por seu lado, um balanço à imprensa “muito positivo” do acampamento, que cumpriu “todos os objectivos”.


“Sentimos que os dirigentes participantes partem em missão com entusiasmo, com grande alegria. Particularmente a Junta Nacional e as juntas diocesanas de Santiago e de Mindelo estão felizes por termos cumprido mais esta missão e termos ultrapassado muitos desafios”, asseverou.


Desta forma, Zezinha Alfama prevê uma “grande participação” no Campo Nacional dos Escuteiros, marcado para o próximo ano no mês de Agosto.


Segundo a mesma fonte, o maior desafio saído do encontro em São Vicente é continuar a capacitar e de criar o manual do dirigente, que é “fundamental” e fazer a supervisão pedagógica.


“Porque, num movimento como nosso, que é essencialmente educativo, é fundamental que os dirigentes sejam acompanhados permanentemente, não apenas em termos pedagógicos, mas também em termos de caminhada espiritual”, pontuou Zezinha Alfama, para quem a implementação do primeiro projecto educativo, cuja generalização acontece em Outubro, “exige muito trabalho, criatividade e muita pesquisa”.


Por isso, ajuntou, pede-se aos dirigentes para serem “um bom exemplo e bom cidadão”, valores que vão usar para atrair mais escuteiros.


Da parte dos formandos, Cátia Mendes, da ilha do Sal, disse ter sido “muito proveitoso” e vão colocar em práticas os métodos e as técnicas apreendidas.


Silvano Pereira, da ilha de Santiago, assegurou que no campo-escola conseguiram “afinar algumas arestas” e ser um momento de partilha com os chefes de todas as ilhas de Cabo Verde.


“Foi um momento bom de grandes conhecimentos em que conseguimos transmitir ao companheiro”, sublinhou o jovem, acrescentando que vão conseguir pôr em prática o lema do escutismo de serem melhores.


O terceiro Campo-Escola, que arrancou no dia 02 e termina nesta segunda-feira, 09, reuniu, na zona de Ribeira de Vinha, cerca de 150 dirigentes e candidatos a dirigentes escutistas.

Inforpress

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