Demora de chuvas no Porto Novo preocupa agricultores que pedem brevidade na implementação do programa de prospeção

A demora na queda de chuvas em todo o município do Porto Novo, Santo Antão, está a preocupar os agricultores, que pedem “brevidade” na implementação do programa de prospeção de águas subterrâneas neste concelho.

Agricultores em Alto Mira, Ribeira das Patas e Ribeira dos Bodes alertaram hoje para os efeitos que a falta de chuva está a ter na produção das nascentes, muitas das quais estão a secar, razão pela qual pediram rapidez na implementação do programa de perfuração.

Em Alto Mira, o representante dos lavradores, Ederlino Fortes, explicou que a demora na queda de precipitações está a aumentar as preocupações dos agricultores, que desejam que seja executado logo um furo nesta zona para atenuar a escassez de água no terceiro povoado e na zona de Faial.

Na Ribeira das Patas, o representante da associação para o desenvolvimento integrado desta localidade, Arlindo Delgado, alertou para o facto de as nascentes estarem a secar, adiantando que a demora na queda de chuvas começa a preocupar os agricultores, que pedem a mobilização de água subterrânea para agricultura.

Em Julho, as associações de agricultores no município do Porto Novo reivindicaram a retoma do programa de prospeção de águas subterrâneas com vista a fazer face à escassez de água para a agricultura neste concelho porque vêm na prospeção de água subterrânea uma via para se resolver o défice de água para agricultura neste concelho, onde as nascentes estão a secar.

Contrariamente, o delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), no Porto Novo, Joel Barros, disse que apesar da ausência de chuva nos últimos anos, os furos têm-se mantido “estáveis” e garantiu que, dos 17 furos locais, apenas um tem estado a diminuir o caudal.

Ainda assim, Porto Novo vai ser contemplado, no âmbito do programa de perfuração, já publicado pelo Governo, com dez furos.

Inforpress

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