Deputados do PAICV constatam que “projetos estruturantes” para desenvolvimento de Santo Antão continuam adiados

Os deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), eleitos pelo círculo de Santo Antão, consideraram este domingo, 09, que os “projectos estruturantes” para o desenvolvimento desta ilha prometidos pelo Governo em 2016 “continuam adiados”.

A deputada Rosa Rocha, que falava à imprensa no final de uma visita de seis dias a Santo Antão, deu como exemplo o projeto de água e saneamento da cidade do Porto Novo, anunciado há vários anos mas que continua a ser adiado, o que, a seu ver, está a “emperrar o processo de desenvolvimento” deste município.

Rosa Rocha referiu-se aos esgotos que continuam a vazar na orla marítima e que comprometem “toda a gestão” desta urbe, exigindo a implementação dos investimentos previstos no âmbito do projeto de água e saneamento, quais sejam a ampliação da rede de esgotos e uma estação de tratamento de águas residuais.

“Constatamos que infraestruturas estruturantes para o desenvolvimento de Santo Antão continuam adiados e que a população continua a aguardar”, notou a parlamentar, destacando ainda os casos da ampliação do porto do Porto Novo e da construção do aeroporto.

No caso da extensão do porto, os deputados do PAICV avançaram que, apesar das garantias do Governo de que o projecto tem financiamento, não foram ainda dados “passos concretos” com vista à sua implementação, designadamente o lançamento de concurso para a adjudicação das obras.

Quanto ao aeroporto, Rosa Rocha disse que também “nenhum passo concreto foi dado” até agora.

Em relação às estradas de desencravamento das localidades, os projectos anunciados pelo executivo “continuam a patinar, sem concursos públicos, apesar do Governo ter afirmado que há financiamentos”, apontando os casos da Ribeira Fria e Ribeira dos Bodes.

Outros projectos de desencravamento de localidades continuam por arrancar, com destaque para Figueiral da Ribeira Grande, João Afonso, Dominguinhas e Costa Leste.

O Governo, segundo os eleitos nacionais do PAICV, está a gerir estes projectos “a passos de caracol” no quadro de uma agenda eleitoral, enquanto as populações continuam a aguardar pela concretização das obras.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest