Federação Cabo-verdiana de Surf e IDJ promovem Open Cabo Verde Surf 2022 em Março na ilha do Sal

A Federação Cabo-verdiana de Surf (FCS) e o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) promovem o Open Cabo Verde Surf 2022, que abrange quatro etapas, com início no Sal, a partir de 18 de Março.

O projecto foi hoje apresentado, na Cidade da Praia, pelo presidente da Federação Cabo-verdiana de Surf, Emanuel Allaz, tendo indicado que o projecto tem quatro etapas, a primeira das quais na ilha do Sal, prevista para 18 a 27 de Março, que é o período designado “janela aberta”, ou seja, havendo ondas durante estes dias darão abertura ao campeonato.

Posteriormente, continuou, o evento terá lugar na ilhas da Boa Vista e São Vicente, e, por fim a ilha de Santiago, onde contará com a presença de atletas internacionais já convidados, nomeadamente da França, Senegal, Portugal, Marrocos, África do Sul e Brasil.

O evento deve contar com cerca de 60 atletas, nacionais e estrangeiros.

Neste momento, apenas Senegal e Portugal já confirmaram presença, pelo que estão à espera da confirmação dos outros países.

Explicou que se trata de um projecto que “há muitos anos” almejam “tirar do papel” e este ano a Federação cabo-verdiana de Surf juntamente com Instituto de Desporto e Juventude resolveram concretizar.

Segundo este responsável, o Open Cabo Verde Surf 2022 tem como objectivo a promoção do surf e do bodyboard a nível nacional, bem como tornar Cabo Verde destino de prática das duas modalidades a nível internacional.

“Sabendo que Cabo Verde está situado no meio do oceano atlântico, temos ondas durante o ano inteiro, então o evento consiste em aproveitar as ondulações que vem do sul e do Norte. Ondulação do norte significa que vamos fazer campeonato agora no inverno na ilha do Sal, e aproveitar a ondulação do sul para as outras ilhas”, precisou Emanuel Allaz.

“Ponta Preta na ilha do Sal é uma das ondas internacionais, onde fazem todo o tipo de campeonato mundial, windsurf, kitesurf, e este ano para não fugir à regra vamos felizmente conseguir trazer o campeonato nacional para a ponta preta”, acrescentou.

Na etapa a acontecer na Ponta Preta, frisou o presidente, irão homenagear “três grandes homens do mar” já falecidos, Jorge Foya, que é um dos pioneiros do desporto náutico a nível nacional, Bayona, um dos pioneiros de bodyboard, e Gilson, fundador da Associação de Surf e Bodyboard da ilha do Sal.

Emanuel Allaz espera que seja um “bom campeonato, uma boa realização”, e principalmente “boas ondas” para proporcionar um “bom espectáculo” e surf bodyboard.

Por sua vez, o ministro da Juventude e Desporto, Carlos Monteiro, que presidiu a cerimónia, avançou que se trata de um projecto “ambicioso”, um investimento do Governo naquilo que são os desportos náuticos e de praia, que tem sido realidade desde 2016.

Para este projecto, para além da promoção de surf e do bodyboard, com a pretensão também de colocar estas modalidades “no mapa dos eventos internacionais”, tem aquilo também que o governante considera “importante” o facto de o projecto ter uma parte “complementar e fundamental” para a sustentabilidade no futuro, que é vir a ter competições regionais para depois ter uma competição nacional.

O projecto terá também, segundo o ministro, uma componente de formação a nível de dirigentes associativos para que se possa ter associações formalmente constituídas e com quadros competitivos regionais, para posteriormente realizar campeonatos nacionais, acreditando que possa vir a materializar já no próximo ano.

O intuito, reforçou, é ter atletas melhor preparados para poderem dar cartas nestas etapas no circuito mundial.

“Estamos aqui dentro daquilo que é o objectivo do programa do Governo, já era da legislatura anterior e continua para esta legislatura e iremos financiar, trazer recursos para projectos que sejam robustos como estes”, sustentou Carlos Monteiro.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest