Wing-Foil: Campeão do mundo Wesley Brito focado na revalidação do título

O campeão do mundo de wing-foil Wesley Brito inicia esta semana a defesa do título no circuito Mundial de Ponta Preta, praia que batizou ano transato a sua caminhada triunfal, com o objetivo de revalidar o título.

Em mais um dia de treino, visando o trabalho de preparação para o “GWA Kitesurf World Cup Cabo Verde”, o jovem atleta sanvicentino com residência na Boa Vista nos últimos anos adiantou à Inforpress que, à semelhança do ano passado, continua focado, agora “mais determinado e melhor preparado”, para prosseguir os seus sonhos.

“Estou à espera sistematicamente para dar o meu máximo”, sublinhou, admitindo que se sente muito pressionado pela força do título mundial que ostenta, mas que está preparado para dar sempre o melhor de si em cada bateria para atingir à final a 100 por cento (%), convicto de que toda a vasta concorrência, estrangeira, almeja derrotá-lo.

Relativamente à concorrência, Wesley Brito disse que conhece e bem a praia de Ponta Preta, onde disse estar à espera de uma “forte réplica” dos adversários, salientando que “este ano está dez vezes mais difícil que o ano passado”, pois, sustentou, “houve uma grande evolução” nesta modalidade desportiva ao longo do ano.

Antevendo que a competição deste ano vai exigir muito mais dos atletas, Brito afiançou que vai haver “muito mais radicalidade”, razão pela qual, avançou, teve de trabalhar novas manobras e performances para surpreender a concorrência, de modo a inverter toda a pressão que tentam colocar nos seus ombros, porque está “a jogar em casa”.

“Tenho uns dois truques na manga, mas não são muitos. Ainda assim melhorei as minha técnica e magia e tentei ainda criar as minhas próprias habilidades”, esclareceu, acrescentando que para este circuito está a lançar um outro promissor cabo-verdiano, Zany Guy, da Boa Vista, filho do lendário François Guy, referido como um dos pioneiros dos desportos náuticos em Cabo Verde.

“Ela já está num bom nível. Para este ano somos quatro cabo-verdianos no Circuito Mundial, dois da ilha do Sal e mais dois que vieram da Boa Vista”, explicou, sustentando que Cabo Verde é muito forte nos desportos náuticos, e que espera que muitos mais jovens consiga inspirar nas suas performances, para que novas gerações despontam e deem continuidade ao “bom trabalho” que tem levado cabo-verdianos a títulos mundiais.

Ainda assim, o número um de wing-foil manifestou a sua preocupação com os problemas para a obtenção de visto, que persistem, passado um ano da sua consagração mundial, sustentando que se sente limitado em participar em algumas das competições, com o agravante “da situação continuar igual ao início, nada mudou”.

“Conquistei o título de campeão mundial, mas ninguém [autoridades] chegou em mim, da parte da Câmara Municipal da Boa Vista, nem do Governo, nem do IDJ, nem sequer recebi um prémio de Cabo Verde, nada. Vou continuar a fazer o meu trabalho como sempre, correr atrás dos meus sonhos para alcançar os meus objectivos, sem nunca desistir, através do meu suor, sem esperar nada do Governo”, desabafou.

Disse que sente orgulho em levantar a bandeira de Cabo Verde, classificando, contudo, a “situação de triste”, por esta realidade.

A praia de Ponta Preta recebe de 16 a 25 do corrente primeira etapa do circuito mundial do Mundial de Kitesurf e do Campeonato do Mundo de Wing-foil, masculinos e femininos, envolvendo os melhores praticantes do planeta, dos quais 15 cabo-verdianos, nas duas modalidades.

A etapa mundial de Ponta Preta conta com o concurso dos melhores velejadores, em representação de Cabo Verde, Brasil, EUA, Portugal, Espanha, Itália, Suíça, Canadá, Hungria, África do Sul, Espanha, Havaí, Marrocos, Austrália, Alemanha, Grécia, Bélgica, de entre outros países.

Inforpress

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