Dia Mundial do Habitat: ONU-Habitat quer contar com mais pessoas a alistarem como embaixadores urbanos

 A responsável da ONU-Habitat em Cabo Verde, Jeiza Barbosa, manifestou hoje a intenção desta organização em mobilizar mais pessoas a serem embaixadores urbanos, fazendo um advocacy em defesa do desenvolvimento urbano sustentável.

Segundo confirmou à Inforpress a técnica e ponto focal nacional da ONU-Habitat, Cabo Verde conta com os seus embaixadores urbanos mobilizados em 2017 por um período de um ano, mas, contou que recentemente renovaram com alguns outros embaixadores, uma vez que nem todos conseguiram dar continuidade a este voluntariado por causa de uma agenda profissional ou pessoal.

“Mas nós continuamos a ter embaixadores urbanos que mantiveram nesta tarefa de fazer um advocacy, uma defesa do desenvolvimento urbano sustentável e continuam a trabalhar, sublinhou, adiantando que neste momento destacam os embaixadores que estão sobretudo ligados a área do ensino, ou seja, professores do ensino secundário, mas também do ensino básico, que tendencialmente têm um público presente mais constante.

E no âmbito do Outubro Urbano, informou que a ONU-Habitat vai estar na escola secundária de São Miguel com uma embaixadora, uma professora para dar continuidade a um conjunto de atividades para este mês.

“Um embaixador é basicamente um promotor da boa vontade, alguém que faz a sensibilização com vista ao engajamento, a educação, a informação das pessoas. É certo que muitas vezes ações pontuais podem não ter um impacto tão profundo, admitiu Jeiza Barbosa”, acreditando que várias ações, em vários lugares, a dado momento terão certamente os seus frutos.

A título de exemplo, indicou que no caso da escola secundária de São Miguel e desta professora embaixadora tem sido ações de sensibilização, de informação, que no ano passado ao ser realizado através de um concurso sobre temáticas relacionadas, à questão urbana, ao desenvolvimento sustentável das cidades houve uma grande adesão dos alunos dessa escola.

Neste sentido, e aproveitando esta oportunidade manifestou a intenção da ONU-Habitat em mobilizar mais pessoas, mais embaixadores, mais instituições, nesta causa social.

“No caso da escola secundária de São Miguel, não só a embaixadora, mas a própria escola aderiram à questão da sensibilização e implementação da nova agenda urbana”, disse, apelando às pessoas que tenham vontade e que queiram se alistar como embaixadores urbanos, a manifestarem que estarão prontos para os receber e partilhar com eles o caminho que poderão percorrer.

O Dia Mundial do Habitat é celebrado na primeira segunda-feira de Outubro e dá início ao arranque das atividades de comemoração de Outubro Urbano. Todo o mês de Outubro é ele dedicado às questões urbanas, iniciando com o Dia Mundial do Habitat e termina a 31 de Outubro que é comemorado o Dia Mundial das Cidades.

Normalmente à volta do mundo a ONU-Habitat promove durante este mês várias atividades com enfoque na questão do desenvolvimento urbano sustentável, sendo que este ano, o Dia Mundial do Habitat é celebrado no dia 03, sob o lema: Reduzindo as Desigualdades sem deixar ninguém e nenhum lugar para trás.

Este tema foi proposto considerando os impactos da crise da covid, mas também do conflito armado e a questão da própria mudança climática que tem deixado várias famílias e lugares afetados e vulneráveis em vários sentidos.

O objetivo este ano, conforme explicou Jeiza Barbosa, é trazer para discussão o tema das desigualdades ouvindo os que estão silenciados ou marginalizados tentando entender que benefícios a inclusão traz para a sociedade.

Um outro objetivo, acrescentou, será discutir e incentivar os governos locais e nacionais na institucionalização de canais de diálogos com aqueles que tendencialmente ficam marginalizados ou ficam para trás. E finalmente um terceiro objetivo proposto é incentivar a governança multinível, sobretudo ao nível dos governos locais envolvendo a sociedade civil e as comunidades.

Daí que aqui em Cabo Verde para marcar a data e cumprir estes objetivos, a ONU-Habitat vai promover, esta segunda-feira, uma roda de diálogo tendo como público alvo instituições nacionais que lidam com a inclusão social, mas também o poder local, e o grande público serão as organizações da sociedade civil, nomeadamente aqui da cidade da Praia.

Para esta responsável, este evento será uma oportunidade de conhecer que mecanismos estão disponíveis, que parcerias podem estar disponíveis que os ajudariam a implementar projetos e a contribuir para a redução das desigualdades.

Inforpress

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