Agricultores do Porto Novo incitam promotores a avançarem com projeto agro-industrial

Os agricultores porto-novenses instaram hoje a empresa Aquasun Água e Energia a concretizar o projeto agro-industrial no município do Porto Novo, em Santo Antão, pelo “grande impacto” que terá no sector agrícola local.

Hipólito Lima, porta-voz dos agricultores, disse que há, pelo menos, quatro meses, que os lavradores não têm “notícias” da empresa Aquasun Água e Energia a propósito do projeto, o que está a criar “alguma incerteza” no seio da classe, que gostaria que os investimentos fossem realizados.

“É um projecto que, pela sua dimensão, trará grandes vantagens para a agricultura em Porto Novo, mas há uns quatro meses que não temos tido qualquer contacto da empresa”, notou Hipólito Lima, exortando os investidores a avançarem com o empreendimento.

Nos princípios deste ano, as associações de agricultores em Casa de Meio e Ponte Sul/Chã de Mato, zonas de implementação do projeto, receberam “garantias” dos investidores de que este projeto agro-industrial arrancaria em Maio, mas tal não se verificou ainda.

“Sim tínhamos essa garantia, mas há algum tempo que não temos recebido qualquer informação sobre este assunto”, avançou este agricultor, segundo o qual os lavradores estão “ansiosos” pelo arranque deste investimento, estimado em 23 milhões de euros.

A Inforpress não tem conseguido conversar com a empresa Aquasun Água e Energia sobre a situação do projeto, mas, através do seu ‘site’, os promotores confirmam que este investimento vai ser realizado, sem, contudo, avançar a data para o seu início.

O investimento consiste na instalação de uma usina solar fotovoltaica de grande escala com 6,8 MWp e uma unidade de dessalinização de água do mar de 3.500 metros cúbicos por dia para a agricultura.

O projeto, que marcou presença, em Fevereiro, no Cabo Verde Investment Forum, na Expo 2020 de Dubai, se desenvolverá em 78 hectares de terrenos agrícolas (área equivalente a 78 campos de futebol) nas zonas de Casa de Meio e Ponte Sul/Chã de Mato e engloba ainda a criação da cooperativa agroindustrial para processamento e certificados dos produtos.

Também, a autarquia porto-novense tem manifestado o desejo em ver materializado este projeto, que poderá gerar 300 empregos diretos.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest