Apesc quer responsabilização dos que “abocanham” os recursos da pesca sem pertencerem ao sector

O presidente da Associação dos Armadores de Pesca (Apesc) defendeu ontem, 26, no Mindelo, a criação de mecanismos para responsabilizar as pessoas que mesmo não pertencendo ao sector das pescas “abocanham” os recursos que os governos disponibilizam ao sector.

João de Deus Lima falava durante a apresentação da linha de crédito aos armadores de pescas, aos operadores, investidores do sector e a pessoas que trabalham nessa área, disponibilizada pelo Governo no valor de 20 mil contos.

“Não se pode continuar em Cabo Verde a apostar no sector das pescas em que às vezes as pessoas que nem estão no sector vão lá abocanhar os nossos recursos que os governos colocam a favor do sector e depois não há responsabilidade de quem deve pagar o retorno dos valores que são retirados do nosso sector”, afirmou o responsável.

Para o presidente da Apesc a apresentação da linha de crédito “é um momento simbólico” para o sector das pescas em Cabo Verde, pelo que, sustentou, os armadores agora têm que ter muito mais responsabilidades como homens de negócio.

“O sector das pescas em Cabo Verde há muitos anos tem sido um sector desvalorizado, muitas vezes pela própria classe. E eu estou a ver que aqui estamos a montar um mecanismo forte de controlo e a Apesc estará muito atenta a este processo que vai servir a classe”, garantiu.

Neste sentido, João de Deus instou os colegas armadores a se organizar legalmente, a criar empresas e pagar os impostos.

“O Governo já demonstrou e a sociedade civil está a demonstrar que a classe dos armadores tem que se organizar. Não pode estar aqui pessoas a fazer negócio com um nome singular de milhões, temos que pagar impostos, isso tem que ser claro, temos que dar o sinal porque nós não podemos estar aqui a defender o sector das pescas e depois ter colegas que às vezes não querem organizar-se legalmente”, vincou.

Inforpress

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