Boa Vista: Vendedeiras alvo de roubo acusam autarquia devido a ausência de guarda no espaço

O espaço em frente ao Centro da Juventude onde vendedeiras tem instalado negócio de roupas e calçados foi assaltado e as vendedeiras acusam a câmara municipal de “descaso” quando questionam sobre a garantia de um guarda no espaço.

As vendedeiras chamaram a comunicação social para denunciar o roubo e, conforme uma das vendedeiras, Laidinha Lopes, a Câmara Municipal da Boa Vista colocou as vendedeiras no espaço em frente ao Centro da Juventude sobre promessa de as suas mercadorias passarem a estar bem seguras, mas inicialmente recusaram, depois comprometeram-se que haveria um guarda para vigilância noturna.

“Já nos roubaram uma vez, expusemos a situação e não nos deram nenhuma satisfação, encontrei as minhas roupas todas dentro de água, jogados no chão, cheguei à câmara mandaram falar com o vereador e com o chefe fiscal, e ele por sua vez nos respondeu que é algo que não está sobre a sua alçada”, contou Laidinha Lopes.

A mesma informou ainda que o vereador Abel Ramos pediu para ir falar com Recursos Humanos para resolução do problema, mas que está cansada da mesma situação e que depois de se dirigir a várias pessoas na autarquia, inclusive nos Recursos Humanos, ninguém resolveu o problema.

A mesma disse que tem um prejuízo de 700 contos e questiona quem é que lhe vai pagar pelo prejuízo.

“Não pagamos para estar neste sítio porque nos disseram que não cobravam para estar aqui. Não é que não queremos pagar porque pagamos às Finanças e aos Seguros o que é de pagar porque temos que pagar”, garantiu a vendedeira.

Outra vendedeira, Indira Sancha, contou que roubos no espaço é algo recorrente, que já costuma acontecer e não tem ninguém que resolva o problema.

“Estamos desanimadas, isto é pão dos nossos filhos porque não temos outro trabalho”, declarou Indira Sancha, pedindo que a câmara reveja os seus direitos, alegando que estão legalizados e que roubos no espaço são recorrentes.

O vereador da Câmara Municipal da Boa Vista, Abel Ramos, admitiu ter recebido duas vendedeiras que alegaram roubo de mercadorias, mas que o supervisor dos guardas de serviço garantiu que o guarda de serviço se encontrava no seu posto de trabalho na madrugada da ocorrência.

Entretanto, segundo o vereador, o guarda contou que às 06:00 da madrugada de terça-feira, 12, quando começou a chover saiu do seu posto e entrou no mercadinho Nha Idalina para se proteger das chuvas.

“Queríamos ouvi-las, mas entraram na câmara de uma forma logo defendendo que o direito poderia estar do lado delas. Nós dissemos que iríamos ouvi-las e que depois tínhamos que as encaminhar para os Recursos Humanos”, declarou.

“Sabemos que o espaço tem guarda, mas se o mesmo ausentar tem que nos expor o motivo para averiguarmos quais foram os reais motivos da ausência”, vincou a mesma fonte, que informou que recebeu a vendedeira que o tratou de forma indelicada, apontando-lhe o dedo.

“Vamos apurar o que aconteceu porque informaram-nos que a perda é de mais de 700 contos, mas achamos estranho que em dois tambores havia este valor em roupas e sapatos”, analisou, indicando que, vão encaminhar este caso às autoridades.

Quanto às melhores condições exigidas pelas vendedeiras, o vereador disse que isso foi lhes dado quando a autarquia local as retirou da rua, colocando sombras no espaço com materiais que já começaram a deteriorar por falta de uso, sendo que algumas já regressaram à venda nas ruas.

“Temos vindo a convencê-las para saírem da rua para ficarem num espaço condigno, com sombra e onde iríamos colocar energia”, pontuou, referindo que quando houver algo do tipo alguém tem que se responsabilizar porque não se pode perder pertences onde há guarda.

Inforpress

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