Bolsa Cabo Verde Digital regista aumento de participação de mulheres

A Bolsa Cabo Verde Digital registou um aumento de participação de mulheres de 22 para 32 por cento (%), desde a primeira edição, dos 150 projetos de base tecnológica que já passaram por este programa que visa promover o empreendedorismo digital

Esta informação foi avançada à imprensa, esta segunda-feira, 25, pelo coordenador do programa, Milton Cabral, no âmbito de um evento de acolhimento dos 50 promotores dos 25 projetos de base tecnológica, que marca o início da 3ª edição do programa.

Segundo explicou, a bolsa posiciona-se na etapa de vida denominada de embrionária, ou seja, a fase em que se “estimulam ideias ou projetos de modo a ganharem estrutura e possam evoluir para novas etapas”.

“Já passaram pelo programa Bolsa Cabo Verde Digital um total de 150 projetos. Naturalmente são projetos para resolver problemas diferentes em várias áreas, e o denominador comum é a tecnologia na base. Temos uma componente monetária que são 30 mil escudos para cada um dos empreendedores, também é um estimulo interessente porque liberta um bocadinho, mas a mentoria, a capacitação e o desenvolvimento de competência é o principal ativo deste programa”, acrescentou.

Neste sentido, apontou que o propósito da bolsa é estimular a empregabilidade através da criação de empresas, da formalização das startups ou através da entrada do mercado de trabalho ou do encaixe em projetos também inovadores de base tecnológica.

“Qualquer projeto de base tecnológica, em qualquer parte do mundo, tem uma dinâmica de sucesso muito ligada ao mercado, a evolução das tecnologias, precisou, realçando a entrada de mais sete ilhas nesta terceira edição da bolsa, o que significa, a seu ver, que os jovens já começaram a despertar-se para essas oportunidades.

O secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes, por sua vez, sublinhou a importância de aumento de percentagem de mulheres a participarem da Bolsa Cabo Verde Digital, considerando ser fundamental o envolvimento de jovens mulheres no negócio digital em Cabo Verde.

“É importante dizer também que temos duas ilhas estreantes, Maio e Fogo, este é um projeto de âmbito nacional, este é o nosso objetivo, está no plano do Governo apoiar jovens e empreendedores que utilizam a ferramenta digital para permitir que pertençam a este mundo de mudança”, disse.

Conforme afirmou muitos deles, “infelizmente não vão ter sucessos”, mas, assegurou que o Governo acredita que o insucesso também é um caminho para o sucesso, daí que considera ser importante criar esta mentalidade e esta cultura de que “quanto mais se falha, mais próximo se está do sucesso”.

“Os que estão a tentar aqui é importante esta mentalidade esta cultura de jovens cabo-verdianos que vão para frente, querem empreender, querem fazer em benefício do seu país, da sua comunidade e das pessoas que os rodeiam”, assinalou.

A terceira edição da Bolsa Cabo Verde Digital contou com a participação de empreendedores de cinco ilhas, nomeadamente, Santiago, São Vicente, Santo Antão, Sal e Fogo, sendo a última estreante no programa.

Com o programa, já em andamento, os promotores irão beneficiar-se de um conjunto de apoios para o desenvolvimento dos seus projetos, nomeadamente, pré-incubação, capacitação, mentoria, visibilidade e acesso a uma rede exclusiva de contactos ao nível nacional e internacional. Terão um subsídio mensal de 60 mil escudos, por projeto (30 mil por empreendedor durante a fase de execução do projeto).

Inforpress

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