Brava: Criadores de diversas ilhas reunidos em intercâmbio para socializar formas de sustento do gado

Um grupo de 30 criadores de ilhas diferentes encontra-se reunido na Brava para discutir e socializar algumas técnicas e formas de sustento do gado, tendo em conta a escassez das chuvas que tem causado prejuízos.

A informação foi avançada pelo técnico da Biflores, Vani Furtado, que explicou que destes 30, um grupo de 20 pessoas veio de outras ilhas, nomeadamente, Santo Antão, São Vicente, São Nicolau e Maio, sendo os restantes da Brava.

Segundo a mesma fonte, esta já é a segunda edição do evento, que é organizado pelo Ministério da Agricultura e Ambiente em parceria com a associação Biflores, um evento que vai decorrer de hoje a quarta-feira, realçando que o objetivo deste intercâmbio é de mostrar aos criadores a importância dos bancos forrageiros.

Conforme sublinhou, ano após ano tem-se deparado com muita falta de chuvas o que normalmente provoca uma baixa produção de pasto. Daí, pretendem mostrar aos criadores que mesmo com menos chuva é possível garantir e assegurar o mínimo de alimento para os animais e com qualidade.

Sendo assim, Vani Furtado avançou que querem mostrar aos criadores que a aposta no capim elefante e na criação de campos de forragens é uma técnica que não exige grande quantidade de chuva para conseguir uma produção.

Entretanto, alertou que é preciso preparar e planear antes, para fazer a sementeira ainda na época seca e esperar a queda das chuvas para poder ter resultados positivos e no período certo fazer a recolha, de seguida e ensilagem e mais tarde ter um pasto com uma qualidade assegurada.

O técnico destacou ainda que este processo é um processo que apoia muito no desenvolvimento pecuário quando se quer apostar na quantidade e qualidade dos animais mesmo com os sobressaltos causados pela falta de chuva que provoca escassez de pasto.

Mas, além da criação de campos forrageiros de capim elefante, Vani Furtado sublinhou que pretendem sensibilizar os criadores a apostarem também na produção de milho para depois fazer a ensilagem e aproveitarem os locais que não permitem a produção de grãos para colher as plantas a tempo e hora e fazer ensilagem sem esperar as plantas secar no local.

Na Brava, informou que já há alguns criadores a enveredar por esta prática, mas defende que ainda há necessidade de mais divulgação e sensibilização sobre as vantagens desta técnica no seio dos criadores.

Só assim, é possível fazê-los entender que “este é um caminho para dar à pecuária um rosto diferente e não ser massacrado pelos anos consecutivos de seca”.

Inforpress

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