Ceia de Natal: Vendeiras e consumidores lamentam contínuo aumento dos preços dos produtos

A poucos dias do natal, vendedeiras e consumidores lamentam o contínuo aumento dos preços dos produtos, que além de diminuir o poder de compra das famílias, obriga os cabo-verdianos a substituir pratos típicos como bacalhau e pato.

Numa conversa com as vendedeiras do maior mercado da cidade da Praia, a Inforpress constatou que a tendência parece manter-se e que os preços “exagerados” vêm impedindo a habitual movimentação nos mercados e lojas nesta época do ano.

Luísa Correia elencou que a batata inglesa está a ser vendida por 120 a 140 escudos, batata doce por 220 escudos quilo e mandioca por também 220 escudos.

Revelou que já fez a tradicional compra para a ceia de Natal, e que, apesar de ter antecipado a compra do bacalhau em um “amigo que trouxe de Portugal” por apenas mil escudos, queixa-se do preço de 2.600 escudos a quilo que vem sendo praticado nos minimercados.

A mesma justificou que se viu obrigada a diminuir os gastos porque esse ano os alimentos estão mais caros e a “venda mais fraca”, ainda que o mês de Dezembro seja a que regista maior fluxo de pessoas.

Na bancada da vendedeira Eduarda Lima, o pepino é vendido por 80 a 100 escudos, cebola terra por 220 escudos e tomate 340 escudos.

Embora os preços dos legumes nos mercados não estejam caros, na óptica de Eduarda Lima, disse receber “muitas lamentações” dos consumidores e que “não há vendas”, mesmo neste período em que as famílias gastam mais.

Conforme avançou, ainda não iniciou os preparativos para a ceia de Natal, mas já garantiu o seu bacalhau para o típico encontro em família.

No caso da Joana Tavares, optou-se por substituir o bacalhau e o pato por carne de frango e de vaca, sublinhando que os preços estão exagerados e as famílias não conseguem adquirir estes elementos que estão a ser vendidos por pouco mais de dois mil escudos cada.

“A venda está parada, as pessoas começam a aparecer talvez amanhã, às vésperas do Natal”, perspectivou, realçando que no sector das frutas, pera está a ser vendida por 200 escudos quilo, maçã 20 escudos unidades e pinha 160 escudos unidade.

No centro comercial Fenícia, encontram-se enlatados como ervilha pelo preço de 240 escudos, grão de bico 180 escudos, peru inteiro por 2.710 escudos, pato 2.100 gramas 1.840 escudos e bacalhau 2.000 escudos.

Os preços não diferem das outras lojas como Manuel dos Anjos que vende um quilo de bacalhau por 2.050 escudos e pato “ligeiramente mais barato” que o ano anterior, 1.780 escudos dois quilos.

O Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo, a figura mais importante do Cristianismo, de acordo com a Bíblia, no dia do nascimento de Jesus os magos levaram-lhe presentes e esta tradição continua ainda viva em todo o mundo.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os preços dos produtos importados por Cabo Verde aumentaram 2,1% em Julho de 2023, valor superior em 1,1 pontos percentuais (p.p.) face ao registado no mês anterior.

A mesma fonte explicou ainda que em Julho de 2023, o índice de preços da importação situou-se em 137,9, tendo registado um acréscimo de 2,1% relativamente ao mês anterior.

O aumento dos preços ocorreu nas categorias de grupos bens de consumo (1,7%) provocado pela subida dos preços de produtos alimentares primários (2,8%); bens intermédios (4,1%), sendo que, segundo o INE, o aumento dos preços se explica com a subida dos preços de produtos transformados para a construção (6,9%).

Inforpress

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