Cooperação Luxemburguesa alerta para sustentabilidade do setor da formação profissional em Cabo Verde

O encarregado de Negócios da embaixada do Grão-Ducado de Luxemburgo alertou hoje para a sustentabilidade do sector da formação profissional em Cabo Verde, sugerindo envolvimento do sector privado nesse esforço que beneficia a todos.

Thomas Barbancey falava na abertura do Fórum “Qualidade da formação técnica e profissional em Cabo Verde”, promovido pelo Governo para debater a qualidade da formação profissional no País.

A Cooperação Luxemburguesa é considerada pelo Governo como um dos principais parceiros do País para o sector da formação, tendo a entidade financiado, para além de duas escolas técnicas, a construção da Escola Hotelaria e Turismo e o CERMI, duas entidades de referência de formação profissional no arquipélago.

Thomas Barbancey sublinhou que a formação profissional de qualidade é essencial para assegurar a competitividade actual e futura de cada um, pois transmite conhecimento teórico e prático, necessário para o exercício de uma profissão.

“Ela confere um grande de proficiência e permite ao mercado reconhecer no seu beneficiário as capacidades técnicas de que precisa. Isto é, a formação qualifica os jovens e ajuda-os a mais facilmente encontrar um trabalho que os preencha e que lhes permitirá viver com autonomia e dignidade”, disse.

Por isso, afirmou que o Luxemburgo vem apoiando e continuará a apoiar o desenvolvimento e o funcionamento do sistema de formação profissional em Cabo Verde.

O diplomata acredita que Cabo Verde está “no caminho certo”, já que ao longo dos anos tem-se munido de instrumentos e mecanismos que têm procurado assegurar a ligação e a complementaridade entre a educação, a formação e o emprego.

No entanto, aproveitou a sua intervenção no fórum, que arrancou hoje, na Cidade da Praia para deixar algumas ideias, que na sua perspetiva poderão contribuir para o debate a nível do evento, nomeadamente a questão da sustentabilidade do sector.

“Se por um lado Cabo Verde deve ser congratulado por se ter dotado de um sistema de financiamento da formação técnico-profissional sustentável perene, que de forma estratégica, que centra no fundo de promoção de emprego e formação, a responsabilidade de assegurar um financiamento segundo critérios de qualidade e empregabilidade. Importa agora ver como melhor implicar o sector privado nesses esforços que beneficia a todos”, anotou.

Por outro lado, e em complemento, disse que valerá a pena pensar sobre as necessidades profissionais futuras, sugerindo que será útil antecipar o que é que os sectores-chave como o turismo, as economias verde, azul e digital precisarão em mão-de-obra qualificada.

Neste sentido alertou que talvez o País possa confiar cada vez mais no Observatório do Mercado de Trabalho para melhor antecipar as prioridades de amanhã.

Thomas Barbancey disse esperar que este fórum seja útil para que o País encontre pistas para tornar as formações melhor  adaptadas às necessidades do mercado cabo-verdianos e ser um catalisador da inclusão social e profissional dos jovens cabo-verdianos.

O fórum “Qualidade da formação técnica e profissional em Cabo Verde”, que tem a duração de dois dias, conta com apresentação de especialistas de Portugal, do Brasil, de Suíça e Reino Unido, está enquadrado num conjunto de medidas e reformadas que o sector do emprego e da formação profissional vem sofrendo nos últimos tempos com envolvimento de diversos parceiros chaves.

Inforpress

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