CV Interilhas promete retomar normalidade das viagens marítimas até final do mês

O presidente do conselho de administração da CV Interilhas, Jorge Maurício, admitiu hoje que a companhia marítima deve retomar a normalidade das viagens inter-ilhas no final do corrente mês, pondo fim a constrangimentos dos últimos dias.

Ladeado pelos administrados José Spencer e Emanuel Miranda, o presidente do conselho de administração da

CV Interilhas, em conferência de imprensa, no Mindelo, voltou a apresentar as desculpas da empresa aos passageiros pelos atrasos e cancelamentos nas viagens, sobretudo devido a avaria registada no navio Interilhas.

“Lamentamos muito que passageiros tenham ficado impedidos de viajar por situações que ultrapassam a companhia, mas não nos furtamos às nossas responsabilidades”, reforçou a mesma fonte, pois a empresa, sintetizou, “tudo tem feito” para repor a normalidade, garantir as viagens e permitir que os passageiros em Cabo Verde consigam uma livre circulação entre as ilhas.

Sobre o ponto da situação dos navios afetados à companhia, Maurício informou que o navio Kriola sofreu um incidente, encontra-se nos Estaleiros Navais da Cabnave e dentro de três semanas “poderá estar totalmente operacional”.

O “Inter-ilhas”, por seu lado, tem uma avaria para quatro semanas, mas a empresa está a “fazer tudo” para que esteja operacional “o quanto antes”.

Sobre o navio Dona Tututa, esclareceu que não se trata nem avaria, nem incidente, mas sim docagem obrigatória, emanada pela sociedade classificadora, que estava programada e que “tem que ser cumprida”.

“A docagem decorre dentro da normalidade e no mês de Agosto o navio estará em condições de operar normalmente”, concretizou.

A mesma fonte informou ainda que no início destes incidentes, avaria e docagem, foram afectados cerca de seis mil passageiros, mas que há menos de mil passageiros neste momento para serem realocados.

“Portanto, estamos a cumprir bem a nossa missão com base num esforço enorme, com viagens suplementares e uma situação de quase não descanso dos tripulantes”, precisou Jorge Maurício, que indicou que as ilhas do Sal e da Boa Vista foram as mais afetados pelos atrasos e cancelamentos.

Relativamente ao impacto que esta situação provocou na empresa, a nível económico, o presidente do conselho de administração da CV Interilhas disse que os valores estão em análise, sendo certo, continuou, que “há impacto económico” para a empresa.

“Contudo, brevemente estaremos em condições de reportar os dados e falar também do aspeto económico e social desta crise que vivemos”, prometeu.

Jorge Maurício relembrou ainda que a empresa já efetuou cerca de 13 mil viagens e transportou 1,5 milhões de passageiros desde o início das suas atividades, vai para três anos, pelo que a mesma se encontra “focada” em fazer “todos os esforços” para disponibilizar mais soluções e dar “uma resposta mais satisfatória” ao mercado.

A CV Interilhas é a empresa cabo-verdiana concessionária do transporte marítimo de passageiros, veículos e carga nas ligações entre ilhas em Cabo Verde.

Inforpress

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