Espanha: Governante afiança que participação na Fitur vai ajudar Cabo Verde a estruturar melhor o seu produto

O ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, garantiu hoje que a participação de Cabo Verde na Feira Internacional do Turismo de Madrid (Fitur) vai ajudar o País a melhor estruturar o seu produto turístico.

O governante deu essa garantia em declarações à Inforpress, em Madrid, em jeito de balaço da sua presença na Fitur na capital espanhola, que decorre de 24 a 28 de Janeiro, tendo marcado presença na abertura e termina a sua participação hoje no evento, mas Cabo Verde continua com o seu stand até ao último dia.

De acordo com o ministro, durante os três dias na feira, teve oportunidade de se encontrar com várias cadeias hoteleiras, agências e operadores turísticos “desejosas” de investir em Cabo Verde, tendo em conta as potencialidades do País, a sua segurança “que é um activo fundamental” e a sua localização.

“Tivemos a oportunidade de ter um encontro com o secretário de Estado do Turismo de Portugal [Nuno Fazenda], com quem temos uma relação muito profícua e que está a dar os seus frutos, como na área da capacitação dos recursos humanos, na preservação do património e no desenvolvimento das aldeias turísticas.

Temos um protocolo assinado no sentido da preservação, mas também da criação de novas aldeias turísticas em Cabo Verde e tudo isto serve para conseguirmos melhor estruturar o nosso produto”, frisou.

Segundo Carlos Santos, a finalidade da presença de Cabo Verde no evento é de promover o arquipélago e a sua oferta, mas também levar “muito conhecimento do que é hoje a procura e o novo perfil do turista na fase pós-pandémica.

“Esse novo perfil é um turista que quer cada vez mais experiências locais, designadamente a cultura, a nível do ambiente, que está preocupado muito com a segurança [jurídica, sanitária, pessoal, pessoas e bens], que também se interessa muito por espaços que estão em contacto directo com a população”, explicou.

Neste sentido, o ministro do Turismo sublinhou que o que o País quer a diversificação de novas ofertas, sendo que “Cabo Verde tem nos próximos cinco a sete anos uma excelente oportunidade para desenvolver um turismo diferenciado”, que tenha os seus pilares na cultura ou na gastronomia, porque por ser destino pequeno não pode almejar desenvolver o seu produto numa concorrência com os grandes, mas sim apostar no que o diferencia.

“Quando digo nós, não é só o Governo. Tem de ser todo o ecossistema do turismo em Cabo Verde. Tem de ser os taxistas, as agências de viagens, os hoteleiros, as câmaras municipais, ou seja, há um trabalho que tem de ser feito por todos, pelo poder central, mas também pelo poder local”, indicou.

Tendo o Equador como país convidado, a Fitur conta com a presença de mais de 130 países e Carlos Santos sustenta que é uma das maiores feiras mundiais a nível do turismo, porque traz operadores de todas as partes do mundo e que Cabo Verde, sendo um destino ainda incipiente, “obrigatoriamente deve participar”.

Por sua vez, o embaixador de Cabo Verde em Espanha, José Eduardo Silva, lembrou que esta participação já vem tendo um longo historial, já que Cabo Verde, ao longo dos anos, têm participado na Fitur com regularidade.

Na 40ª edição da Fitur também estão presentes, a representar Cabo Verde, o presidente do Instituto do Turismo de Cabo Verde (ITCV), Humberto Lélis, e o diretor-geral do Turismo e Transportes, Francisco Martins.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest