FIC: Expositores querem abrir novas fronteiras de negócios, serviços e criar rede de contactos

Expositores nacionais e estrangeiros que participam na 25ª edição da Feira Internacional de Cabo Verde afirmaram esta quinta-feira, 17, à Inforpress, que pretendem usar a feira para abrir novas fronteiras de negócios, expor serviços e criar rede de contactos.

Entre os expositores participantes da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), nas instalações da Enapor em São Vicente, está a Inforsal, no mercado cabo-verdiano há 21 anos e que participa pela primeira vez na FIC, com o projeto CV green que apresenta equipamentos eletrónicos recondicionados que apelam ao investimento ecológico, conforme avançou um dos responsáveis, Jailson Silva.

“Nesta FIC vamos trazer uma visão mais ecológica que encontramos de trabalhar com a tecnologia de informação. Neste caso, estamos a sugerir que as empresas e particulares reduzam os custos com a utilização de equipamentos recondicionados”, afirmou.

O que se pretende, acrescentou, é apresentar aos possíveis clientes equipamentos que, ao invés de serem transformados em lixos eletrónicos, são recuperados reutilizados diminuindo o impacto negativo no bolso dos clientes e no ambiente.

“As pessoas estão cada vez mais a trabalhar com tecnologia, mas já é hora de tentarmos trabalhar mais um pouco com a consciência ecológica para podermos tentar proteger o ambiente”, frisou a mesma fonte informando que apesar de ter a sua sede na ilha do Sal a empresa conta com filiais em São Vicente, Boa Vista e na cidade da Praia mas trabalha com parceiros um pouco por todas as ilhas.

Também da área da economia verde, o projeto Promoção da Mobilidade Elétrica (ProMec), na sua primeira participação na FIC, pretende mobilizar cabo-verdianos, empresas, homens de negócio e os organismos do Governo a apostarem em frotas de veículos elétricos.

Conforme o coordenador Léo Pagnac o ProMec é implementado pelo Ministério da Indústria, Comércio e Energia, com a assistência técnica da Agência Alemã da Cooperação Internacional (GIZ) e financiado pelo programa europeu NAMA Facility (sigla em inglês da Nationally Appropriate Mitigation Actions Facility) em 7,1 milhões de euros dos quais três milhões de euros são destinados ao programa de incentivos, para aquisição de carros elétricos.

“Estamos aqui porque há muitas empresas que têm de fazer a transição na frota dos veículos deles, acreditamos que eles têm de ir por este caminho e queremos apresentar as nossas propostas”, adiantou Léo Pagnac, informando também que vão estabelecer parcerias com empresas de transporte público de passageiros, como a Transcor e a Sol Atlântico, para fazer projeto piloto de autocarros elétricos em Cabo Verde para iniciar a transição para a mobilidade elétrica.

Na área de alimentos o representante dos queijos “Lacto Serra”, Miguel Santos, revelou que achou na FIC uma oportunidade para apresentar o seu produto, premiado em Portugal, ao público Sanvicentino e também às outras ilhas tendo em conta que são comercializados e bem aceites na ilha de Santiago.

“Temos um produto premiado, de qualidade, que teve boa aceitação no mercado da ilha de Santiago e acredito que vamos cair no paladar dos restantes cabo-verdianos nas ilhas”, adiantou o empresário que expõe pela segunda vez na FIC.

Quem também procura oportunidades de expandir os seus serviços são os Politécnicos de Portugal, também estreantes nesta feira, mas com alta procura por parte de estudantes cabo-verdianos que fazem formação superior naquele País.

Segundo o representante Nuno Madeira, que é vice-presidente do Politécnico de Tomar, “os estudantes cabo-verdianos são muito importantes para os politécnicos por causa da facilidade de se integrarem em Portugal e no ambiente com outros estudantes”, pelo que, sintetizou, a expectativa é poder “atrair mais cabo-verdianos, porque Portugal é um país com as portas para a Europa e para o mundo”.

“Os estudantes cabo-verdianos e um País como Cabo Verde são muito importantes para nós porque são pessoas inteligentes e que gostam de trabalhar. Cabo Verde é um País dinâmico e que participa em projetos conjuntos connosco” avançou a mesma fonte para quem a vinda deles à FIC tem a ver com a qualidade das pessoas e do próprio País”.

A Feira Internacional de Cabo Verde é tida como um “evento referência” para todos os sectores em Cabo Verde.

A FIC reúne exportadores, importadores, revendedores, distribuidores e prestadores de serviços de e para Cabo Verde, com o propósito de promover negócios, explorar oportunidades de investimentos e parcerias e “usar Cabo Verde como uma janela de oportunidades para a África Ocidental”.

Nesta 25ª edição da FIC, que decorre até Sábado, sob o lema “25 anos criando oportunidades de negócio”, participam empresas de quase todos os ramos da economia, provenientes de países como Cabo Verde, Portugal, Brasil, Estados Unidos, Áustria, Espanha e país da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), distribuídos pelos 200 standes.

Inforpress

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