Fundação Cabo Verde Think Tank está preparada para liderar processo do país na AGOA, diz responsável

O presidente da Fundação Cabo Verde Think Tank, José Gonçalves, assegurou hoje, no Mindelo, que a instituição está preparada para liderar o processo na AGOA e da qual Cabo Verde ainda não tira proveitos.

Segundo a mesma fonte, esta é uma das razões para a fundação e os parceiros organizarem a Conferência de Comércio e Investimento Cabo Verde – Flórida, que decorre entre hoje e terça-feira, no Mindelo.

A intenção da fundação, recentemente criada, é, sustentou, contribuir para o desenvolvimento de Cabo Verde de “forma concreta e materializável”, especialmente, com a efectivação do AGOA (African Growth and Opportunity Act, sigla em inglês), que é um decreto-lei do congresso norte-americano para incentivar o comércio e os investimentos de africanos nos Estados Unidos da América (EUA).

José Gonçalves lembrou que o País desde 2000 é ilegível, mas até agora é “irrisória” a sua participação.

“Esta é uma oportunidade perdida e não podemos ficar de braços cruzados da parte da sociedade civil e instituições de cariz privado e por isso queremos contribuir para o aproximar das partes”, explicou a mesma fonte.

Além da conferência no Mindelo, onde serão assinados cinco memorandos, já estão agendados mais outros dois eventos, outra conferência no próximo mês de Outubro, na Flórida (EUA) e uma Cimeira em Janeiro de 2023, outra vez em São Vicente.

“Tudo isso para mostrar o compromisso dos dois países em apoiar as trocas comerciais”, sustentou José Gonçalves, adiantando que se está a preparar o dossiê, que “ainda não existe” para Cabo Verde entrar na AGOA.

A Cabo Verde Think Tank, entidade, que, segundo a mesma fonte, prima por iniciativas estratégicas, está “pronta” a liderar este processo, que é uma “oportunidade excelente”.

“Queremos que mais investidores entrem na área de exportação, porque o nosso mercado é muito pequeno, mas o mercado americano é o maior do mundo e com poder de compra”, sublinhou.

Contudo, a escolha do estado de Flórida para começar, tem a ver, ajuntou, por a cidade de Miami ter como uma das estratégias ser uma porta de entrada para África, e Cabo Verde, por sua vez, tem intenção de ser uma porta para a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“É fácil com a boa-vontade dos dois lados do Atlântico colaborarmos e Cabo Verde oferece condições de ser esta plataforma que pode facilitar negócio”, advogou, tendo como justificativas a segurança do País, o conhecimento que os americanos têm deste e as relações seculares entre os dois países.

Por seu lado, o representante da Enterprises Flórida, Joseph Bell, acredita que a conferência vai fortalecer as relações entre os dois estados e as relações comerciais num futuro bem próximo.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que participou da abertura do evento via plataforma digital, augurou pela escolha de Mindelo pela “dinâmica económica que a cidade presencia depois de um longo período de estagnação”.

Inforpress

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