Morabi já apoiou mais de mil mulheres e jovens com 115 milhões de escudos nos primeiros seis meses

A Cooperativa de Poupança e Crédito (Morabi) concedeu nos primeiros seis meses cerca de 1.015 créditos no montante de 115 milhões de escudos para apoiar jovens e mulheres chefes de famílias com projetos sobretudo na área de negócios.

A informação foi revelada à Inforpress pela presidente do conselho da direção da Morabi, Lina Gonçalves, que adiantou que a instituição está a retomar a normalidade, já que os últimos dois anos foram “bastantes difíceis” tendo em conta as consequências da pandemia da covid-19.Segundo avançou, a pandemia trouxe muitos desafios para o sector, mas por outro trouxe também “novas oportunidades de negócio, outros campos por explorar e uma maior demanda”.

“De Janeiro até esta data, a Morabi concedeu cerca de 1.015 créditos no montante de 115 milhões de escudos, sendo 50 créditos no valor de 14 mil contos para aqueles que se enquadram dentro das obrigações sociais, ou seja para projetos com impacto social”, indicou a dirigente.

Entretanto, explicou, junto da Bolsa de Valores de Cabo Verde foi possível emitir obrigações sociais (social bonds), um financiamento no valor de 100 milhões de escudos para um período de dez anos, com uma taxa de juros de 4 por cento (%) por ano.

“Este empréstimo permitiu-nos tirar do sufoco a nossa tesouraria e libertar dinheiro para financiar as pessoas que não se enquadram dentro das obrigações sociais”, acrescentou a responsável, que explicou que a média de desembolso antes da emissão de obrigação era de 15 mil contos/mês e que agora é de 25 mil contos num tempo menor.

Por outro lado, a Morabi passou também a financiar na melhoria habitacional, um crédito com limitação e com máximo de 15% do capital social, e permitiu aos clientes ter essa possibilidade, pois muitas pessoas que não tem acesso a créditos convencionais têm essa necessidade de melhorar a sua habitação, construir uma casa de banho e arranjar um teto.

Conforme explicou, a Morabi está presente nas ilhas de Santiago, Maio, Santo Antão, São Vicente e Sal, e neste momento a região mais “crítica” é a ilha do Sal pelo facto de ser uma das mais afetadas com a pandemia da covid-19,A agência na ilha da Boa Vista foi encerrada devido à insustentabilidade.

“Na ilha do Sal, a situação já começou a melhorar, mas precisa melhorar ainda mais e temos estado a trabalhar junto com os nossos clientes de forma mais próxima para tentar ver qual é a melhor forma de ajudá-los para ultrapassar essa situação e retomar a normalidade”, acrescentou.

Segundo a presidente, os clientes do sector de microfinanças têm dado “lição de resiliência” todos os dias dentro de todas as dificuldades, têm conseguido dar a volta por cima transformar todos os problemas em novas oportunidades, responder de forma positiva, apesar de existir “um ou outro” que a situação é um pouco mais difícil e cabe a Morabi ajudar a ultrapassá-la.

Neste sentido, a Morabi tem estado a “apostar fortemente” na educação financeira, com formações gratuitas, de modo a ajudar os seus clientes a “enfrentar de melhor forma toda essa situação difícil” e responder “de forma positiva os seus compromissos” perante a instituição.

“Felizmente estamos a conseguir atentar e dar respostas a todos os pedidos que têm condições para ser financiados e não temos pedidos pendentes por falta de recursos financeiros”, referiu Lina Gonçalves, que adiantou que de Maio a Junho receberam uma média de 238 pedidos de créditos, em cerca de 40 mil contos.

Para este ano, a Morabi pretende trabalhar para “aumentar a resiliência” dos seus clientes com formação, através de seguimento, ofertas de novas linhas de novos serviços e na redução de custos enquanto instituição, mas também para os seus clientes.

Inforpress

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