Motoristas cabo-verdianos contratados por empresa portuguesa dizem que decisão “foi difícil, mas acertada”

Os motoristas cabo-verdianos contratados pela empresa de transportes rodoviários na Península de Setúbal Alsa Todi garantem que a decisão de vir para Portugal foi “difícil”, mas, até ao momento, “acertada”.

A garantia foi dada em exclusivo à Inforpresss por um grupo de quatro motoristas cabo-verdianos, em representação dos colegas, numa visita que a agência cabo-verdiana efetuou às instalações da empresa, em Setúbal, para conhecer o funcionamento da mesma e as condições de trabalho dos profissionais de Cabo Verde.

Rui Lopes, Jonathan Gomes, Kelvin Fortes e Pedro Cruz fazem parte do grupo de 61 motoristas cabo-verdianos que trabalhavam numa empresa de transporte público e como taxistas, que chegaram na última semana de Outubro, vindos da ilha de São Vicente, para reforçar o quadro do pessoal na empresa de transportes rodoviários em Portugal.

“Não foi uma decisão fácil, porque deixamos o trabalho que tínhamos em Cabo Verde e viemos arriscar, mas tem sido uma boa experiência”, disse Jonathan Gomes, acrescentando que vão dar “o máximo” e “fazer tudo para ajudar a empresa”, esperando o mesmo da parte da Alsa Todi.

A mesma ideia foi corroborada por Pedro Cardoso, que sublinhou o facto de ter sido uma decisão “difícil”, porque tiveram que deixar a família, que “sempre trás estabilidade”, para virem à procura de melhores condições, esperando que a sua família, em breve, possa juntar-se a ele em Portugal.

“Estamos todos numa fase de adaptação, com todas as condições de alojamento e a empresa está sempre disponível em ajudar-nos”, assegurou por sua vez Rui Lopes, que contou que estão a receber o subsídio de alimentação e alojamento por alguns meses, para dar tempo de conseguirem casa para alugar, já que neste momento encontram-se em diferentes hotéis.

Os cabo-verdianos que logo que chegaram a Portugal iniciaram uma formação para conhecerem o funcionamento da empresa, mas também as linhas das carreiras, alguns já terminaram e começaram a trabalhar.

“Até ao momento está a correr bem, por isso, deixo uma mensagem a todos para não terem medo de tomar uma decisão quando surgir uma oportunidade”, afirmou Kelvin Fortes, corroborado por Rui Lopes, que frisou que neste momento a situação laboral em Cabo Verde “está complicada”.

Quanto a uma foto que circula nas redes sociais, alegadamente a mostrar os cabo-verdianos a comerem no chão e a dizer que estavam a ser tratados como escravos, todos são unânimes de que “é falsa”, que até ao momento não têm nenhuma razão de queixa, porque a empresa os trata “muito bem”.

Os motoristas cabo-verdianos foram contratados pela Alsa Todi, que “garantiram a aptidão para o exercício de funções”, para reforçar o serviço do transporte público rodoviário nos concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo, Moita e Alcochete.

Inforpress

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