PCA da Bolsa de Valores satisfeito com interesse de agentes de São Vicente e Santo Antão em investir na bolsa

O presidente do conselho de administração da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Miguel Monteiro, diz-se satisfeito com o interesse demonstrado pelas câmaras municipais e empresários de São Vicente e Santo Antão em investir na instituição.

Miguel Monteiro fez esta consideração ontem, dia 31, à imprensa, no Mindelo, no último dia de contactos com empresários, agentes bancários e potenciais emitentes das duas ilhas, cujo objectivo é, asseverou, “mostrar que é possível financiar-se através da bolsa e obter condições mais favoráveis”.

“Consideramos que a Bolsa, através do seu novo plano estratégico, vai ter de assumir um papel primordial em termos de servir a economia real”, sublinhou o gestor, acrescentando que os contactos têm mostrado que é possível e, inclusive, já há demonstração de interesse de Santo Antão e de São Vicente, desde câmaras municipais e também empresas.

Miguel Monteiro acredita “claramente” que este é o caminho e disse já estar em contacto com a Auditoria Geral de Mercados de Valores Mobiliários (AGVM) no sentido de melhorar as condições.

“Pensamos que neste diálogo vamos conseguir melhorar as condições para fornecer aos empresários e estaremos cá a breve trecho para melhorar ainda as condições de acesso ao mercado de capitais”, afiançou o PCA da bolsa, que faz um balanço “muito positivo” dos encontros tidos em Santo Antão e em São Vicente, iniciados desde 25 de Agosto até hoje.

“Quando estamos a servir as empresas, estamos efectivamente a ajudar as pessoas, porque ao fim e ao cabo o rendimento vai acabar por chegar às pessoas”, advogou Miguel Monteiro, para quem “não vale a pena ter uma instituição na Cidade da Praia, distante e sem estar em contacto com os potenciais emitentes e financiadores”.

Por isso, assegurou, estão a levar estas possibilidades neste momento de dificuldades originadas pela pandemia, tanto para as câmaras municipais, como para as empresas.

“Estamos no início da caminhada, mas estamos convictos que com uma nova política comercial, com mais diálogo com a AGVM, com os stakeholders é possível a Bolsa de Valores ter um papel mais forte e mais pertinente junto da economia real”, rematou o responsável, referindo-se ao novo plano estratégico 2021-2025.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest