Pescadores e peixeiras do Maio enfrentam dificuldades em aceder ao crédito colocado à disposição do setor das pescas

Os pescadores e peixeiras na ilha do Maio dizem estar a enfrentar muitas dificuldades para conseguirem aceder ao crédito disponibilizado pelo Governo para o sector da pesca, que vem sendo gerido pela Morabi, por causa de muita burocracia.

Segundo afiançou o presidente da associação de pescadores ‘Vindos de Norte´, Marcelino Santos, até este momento nenhum membro daquela agremiação conseguiu obter o financiamento que está sendo canalizado para o apoio ao sector da pesca anunciado pelo Governo.

Conforme avançou aquele representante, a Morabi, entidade que está a gerir o referido fundo, tem vindo a fazer “muitas exigências”, como se de um crédito normal se tratasse, fazendo exigências que a classe e mesmo as peixeiras estão a conseguir reunir, como é o caso da apresentação de um fiador, algo que considerou ser quase que impossível neste momento, visto que os funcionários também têm as suas obrigações pessoais.

Marcelino defendeu, por outro lado, que neste caso deveria ser facilitado este processo, basta que por exemplo um pescador apresentasse como fiança a sua embarcação, caso esteja à procura de financiamento para adquirir um motor de popa ou para a reparação da referida embarcação, por isso exortou o executivo a trabalhar juntamente com a Morabi na procura de uma solução que vai de encontro à realidade de cada pescador ou peixeira.

“Podia-se até pedir como fiança uma casa, porque neste momento a maioria dos pescadores da zona norte e não só tem a sua habitação, o que nos facilitaria e muito aceder a este crédito, mas da forma como está sendo feito, não acredito que alguns vão conseguir isso”, defendeu.

Um outro aspeto que Marcelino Santos fez saber tem que ver com a demora em relação ao apoio prometido aos pescadores, principalmente da vila da Calheta, para a fibragem das suas embarcações, aquando da visita do ministro da Economia marítima à ilha do Maio, mas que infelizmente ainda continuam a aguardar, apesar de terem entregue todos os documentos solicitados na altura.

Por seu lado, o presidente da associação dos pescadores “Vindos do Sul”, Carlos Santos, disse que, tanto os pescadores como peixeiras estão a enfrentar os mesmos problemas no acesso ao crédito disponibilizado para o setor das pescas, visto que as exigências que estão sendo feitas pela Morabi, ultrapassam as possibilidades da classe, porque conseguir um fiador está sendo uma “tarefa bastante difícil”.

Defendeu também ser necessário criar um novo mecanismo, tanto é que mesmo os funcionários também estão o recorrer ao crédito em outras instituições para resolverem os seus problemas e projetos de vida.

Inforpress

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