Plano Detalhado de Salvaguarda da Cidade Velha está orçado em mais de 17 mil contos e tem período de 24 anos

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, avançou hoje que o Plano Detalhado de Salvaguarda da Cidade Velha está avaliado em 17.500 contos e tem um período de vigência de 24 anos.

O estudo concebido no âmbito do Plano de Gestão 2019-2022 e financiado pelo Governo através do Banco Mundial no quadro do Projecto Turismo Resiliente e Desenvolvimento da Economia Azul, visa, explicou o ministro no acto da apresentação do documento no Centro Histórico da Cidade Velha, dar foco aos patrimónios classificados e criar um plano de trabalho com uma equipa interdisciplinar.

Conforme adiantou o governante, o propósito é preservar o sítio histórico como património da humanidade, avançando que neste preciso momento estão a decorrer dois projectos de investigação arqueológica, recordando ainda a aprovação do estudo ambiental da reabilitação da orla marítima e do centro histórico.

Este plano, reforçou, dará ao País uma perspectiva mais alargada e multidisciplinar do município, defendendo, entretanto, que não se trata apenas de preservar o que já é conhecido mas continuar a realizar estudos científicos e investigação necessários para a sua preservação.

Abraão Vicente considerou que o instrumento é o culminar de um longo processo que procede também à consolidação institucional do património cultural, uma ferramenta de gestão previsível que auxiliará os dirigentes da pasta da cultura e a câmara municipal.

“Quando se tem um documento financiado significa que temos um documento com uma visão transversal que ultrapassa apenas política e opções de política do Governo. Trata-se de um documento técnico que dá directrizes detalhadas de como fazer e continuar a preservar, mas também como continuar a promover “, explicitou, considerando-o a garantia do reforço da cooperação com as instituições internacionais como o caso da Unesco.

Segundo o ministro, o documento funciona, de igual modo, como bom exemplo a ser seguido pelos demais sítios históricos com as mesmas características que Cabo Verde, essencialmente no continente africano, um contributo, sublinhou, assinalável do actual mandato.

Instado sobre os ganhos da Ribeira Grande de Santiago após 15 anos de elevação a Património Imaterial da Humanidade, respondeu que a visão do que se vê hoje no município é a construção do após independência, assegurando que se está a construir uma visão histórica que consolida o que foi Cidade Velha.

“A Cidade Velha de hoje não é a que foi classificada património da humanidade, há aqui claramente uma pressão urbanística sobre o património descoberto e consolidado, uma pressão turística de prestação de serviço que muitas vezes parece colocar em causa os valores já consolidados” disse, acrescentando que a autarquia local tem uma responsabilidade maior de gerir um sítio património da humanidade.

Cidade Velha completa hoje, 26 de Junho, o 15º aniversário da elevação a Património Mundial da Humanidade, pela Unesco, em reconhecimento, preservação e valorização da sua importância no contexto da história mundial.

Inforpress

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