Presidente do INIDA pede utilização de novas tecnologias na agricultura para se fazer face às alterações climáticas

A presidente do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) destacou hoje a importância de se apostar em novas tecnologias na agricultura para responder às dificuldades existentes no cultivo, face às alterações climáticas.

Nora Silva falava na Cidade da Praia à margem de um ateliê de formação sobre “Agricultura inteligente face ao clima”, com o objetivo principal de reforçar a capacidade dos intervenientes das plataformas pró-agricultura inteligente e agroecologia.

Para a presidente do INIDA, se Cabo Verde quer de facto adequar às mudanças climáticas, tem de mudar a “forma de fazer agricultura”, isto é, de haver um “suporte para os agricultores”, no sentido de ultrapassarem os desafios, nomeadamente com “a falta de água e de condições tecnológicas”.

“Portanto, se não apostarmos em novas tecnologias, no sentido de responder a essas dificuldades, não conseguiremos acompanhar também todos esses desafios das mudanças climáticas”, sintetizou a mesma fonte.

Perante isso, a presidente do INIDA afirmou que as dificuldades em fazer agricultura “são cada vez maiores”, pelo que recomenda a disponibilização de novas tecnologias aos agricultores e a adoção de novas práticas.

“Os agricultores devem adoptar cada vez mais a rega gota a gota que, permite economizar mais água, visto que a agricultura em Cabo Verde é praticamente dependente de água e cultivar mais áreas”, sublinhou.

Por outro lado, o representante dos agricultores de Ribeira dos Picos, no concelho de Santa Cruz, Benjamim Mendes, concordou com a necessidade de adoção de medidas para evitar perdas na agricultura, adiantando que já trabalham com menos químico, com a pretensão de salvar a plantação e “ganhar mais saúde”.

Entretanto, recomendou a utilização do sistema de rega inteligente, ou seja, rega gota a gota e a utilização de energias renováveis, isto é, a colocação de painéis solares e energia eólica, com o objetivo de “reduzir os efeitos das mudanças climáticas”, referiu.

A formação sobre “Agricultura inteligente face ao clima”, iniciada hoje, decorre até quarta-feira, 20, com a participação de 20 técnicos ligados ao sector.

O ateliê tem o financiamento da Comissão Europeia, como ponto focal do CORAF em Cabo Verde, o Instituto Nacional de Agricultura (INIDA), juntamente com o Conselho para Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola na África Ocidental e Central (CORAF/WECARD).

Inforpress

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