Projeto Vitó prevê equipar 50 embarcações de pesca do Fogo e Brava no quadro do projeto da pesca sustentável

A Associação Projeto Vitó prevê equipa 50 embarcações de pesca das ilhas do Fogo e Brava com equipamentos de segurança e de apoio à navegação, como rádios transmissores, GPS e kits de primeiros socorros.

O diretor executivo da Associação Projeto Vitó, Herculano Dinis, disse que a sua organização não-governamental está na fase final de negociação de um projeto que abarca novas perspetivas de trabalho na associação, observando que se trata de um projeto que será executado em conjunto com a Birdlife e duas outras organizações não-governamentais nacionais, a Biosfera e Biodiversidade, incidindo sobre a pesca sustentável.

Este projeto prevê a implementação de um conjunto de atividades relacionadas com a pesca sustentável, abrangendo a problemática do tamanho do pescado, trabalho com os restaurantes, a formação e sensibilização de pescadores e o equipamento, de pelo menos, 50 embarcações de pescadores das duas ilhas com equipamentos de segurança e de apoio à navegação.

O projeto deve iniciar as suas atividades a partir do mês de Julho e tem a duração de três anos, e as embarcações serão equipadas para permitir aos pescadores a comunicação com autoridades marítimas nos portos.

Além de rádios transmissores, serão equipados com coletes salva-vidas, kits de primeiros socorros e de sinalização, referiu Herculano Dinis, observando que a ideia é fazer com que os pescadores, em contrapartida, façam recolha de informações de megafauna marítima.

Por isso serão contemplados com aparelhos de GPS e blocos de notas de bordos que servirão essencialmente para registar informações de avistamento de aves marinhas, de golfinhos, e baleias para que o projeto possa ter registos, além daquilo que recolhem através de aparelhos utilizados na saída.

Por outro lado, Herculano Dinis avançou que a Associação Projeto Vitó conseguiu um novo projeto, com contrato assinado e desbloqueio da primeira tranche para iniciar as atividades a partir de Julho.

Trata-se do projeto de conservação das plantas endémicas “É o momento para a conservação das plantas endémicas ameaçadas de Cabo Verde”, de carácter nacional e que é financiado pela fundação Suíça, Audemars Piguet.

“Neste momento estamos a tratar os trâmites para obter a autorização da Direção Nacional do Ambiente para fazer a implementação deste projeto”, referiu Herculano Dinis.

Inforpress

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